O Governo Federal anunciou a realização de um mutirão nacional para reduzir as filas de cirurgias eletivas a partir de março. A medida visa diminuir o tempo de espera e ampliar o acesso aos serviços de saúde em todos os estados.
“O presidente Lula e eu temos o compromisso de reduzir o tempo de espera por cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Nas redes sociais, a ministra destacou que, em 2024, foram realizadas 14 milhões de cirurgias eletivas no país, um recorde na história do SUS.
“É o maior número da história do SUS. Ainda há muito a fazer”, afirmou Nísia.
O mutirão faz parte dos esforços do governo para ampliar o acesso aos procedimentos cirúrgicos e garantir atendimento mais ágil para a população.

Para garantir a continuidade e fortalecimento da iniciativa em 2024, o orçamento foi ampliado para R$ 1,2 bilhão, beneficiando todos os estados e o Distrito Federal.
Mais acesso a especialistas
Em 2025, o programa foi incorporado ao Mais Acesso a Especialistas, no componente de cirurgias. Essa estratégia faz parte da Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde, com o objetivo de ampliar e agilizar o atendimento especializado. A iniciativa busca reduzir burocracias e garantir que pacientes tenham acesso mais rápido a consultas, exames especializados e cirurgias, a partir do encaminhamento feito por equipes de atenção primária, como a Equipe de Saúde da Família.
Inovações no programa
O Mais Acesso a Especialistas traz inovações, incluindo um modelo de remuneração baseado no cuidado integral, priorizando o paciente. Para viabilizar essa mudança, o Governo Federal destinou R$ 2,4 bilhões para investimentos nas áreas de:
✅ Oncologia
✅ Cardiologia
✅ Oftalmologia
✅ Otorrinolaringologia
✅ Ortopedia
O programa já conta com adesão de 100% dos estados e do Distrito Federal, além de 97,9% dos municípios. Até o momento, foram enviados 136 planos de ação regionais, beneficiando aproximadamente 167,9 milhões de habitantes.
Como funciona
A adesão ao programa depende dos gestores estaduais e municipais, que devem enviar a programação das cirurgias planejadas, acompanhada de uma resolução aprovada na Comissão Intergestores Bipartite de cada estado.
As solicitações são analisadas pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, que avalia os critérios formais estabelecidos na portaria e aspectos técnicos, como a demanda e a previsão de realização dos procedimentos.
Fonte: Jales Notícias








