Agosto e setembro exigem mais atenção contra escorpiões no Noroeste Paulista

Período de reprodução aumenta atividade do animal; crianças são mais vulneráveis ao veneno

Os meses de agosto e setembro marcam o período de reprodução dos escorpiões, fase em que esses aracnídeos ficam mais ativos e as fêmeas carregam maior quantidade de veneno. Especialistas alertam que, durante o inverno, a busca por alimento e locais úmidos aumenta, elevando o risco de acidentes, especialmente dentro de residências.

O escorpião-amarelo, o mais perigoso da espécie, pode provocar envenenamento grave, principalmente em crianças de até 10 anos. Em caso de picada, autoridades de saúde orientam: não espremer, cortar ou sugar o local, não fazer torniquete, lavar com água e sabão, aplicar compressa morna e procurar atendimento médico imediato.

Na região, unidades como a UPA de Jales, a UPA de Santa Fé do Sul e a Santa Casa de Fernandópolis possuem soro antiescorpiônico. Levar o animal ou uma foto dele pode ajudar na identificação, mas não é obrigatório. Somente em 2025, o Estado de São Paulo já registrou 24.366 notificações de acidentes com escorpiões e uma morte.

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Hospitais da região com soro antiescorpiônico:

  • Jales: UPA – Rua Sebastião Martins, 2373 – (17) 3632-8747
  • Santa Fé do Sul: UPA – Rua 01, nº 800 – Centro – (17) 3631-1014
  • Fernandópolis: Santa Casa – Av. Afonso Cáfaro, 2630 – Jd. Santista – (17) 3465-6122

A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar acidentes: manter quintais limpos, eliminar entulhos e vedar ralos e frestas ajudam a reduzir a presença desses animais.

Locais comuns onde os escorpiões aparecem

Dentro de casa, eles costumam se esconder sob pedras, entulhos, lenha e terrenos baldios, em pilhas de tijolos ou madeira, atrás de móveis encostados na parede, dentro de sapatos, roupas no chão, caixas e gavetas. Também podem aparecer em ralos, caixas de gordura, entupimentos e porões, além de jardins com vegetação alta e acúmulo de matéria orgânica. Há relatos recentes de infestações em áreas urbanas, como a região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, que mostram como o problema pode ganhar dimensão quando as condições locais favorecem a sobrevivência dos animais.

Dados preocupantes

De acordo com dados de 2025, o Estado de São Paulo já registrou 24.366 notificações de acidentes com escorpiões e uma morte. Esses números reforçam a importância da prevenção e da busca imediata por atendimento em caso de acidente.

Prevenção é o melhor caminho

Manter quintais limpos, eliminar entulhos, vedar ralos e frestas, guardar lenha em locais cobertos e altos, evitar o acúmulo de materiais, além de orientar crianças, são medidas essenciais para reduzir a presença dos aracnídeos e evitar acidentes.

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