A Polícia Civil identificou a mulher encontrada morta e esquartejada em São José do Rio Preto (SP). Trata-se de Amanda da Silva, de 30 anos, que deixa três filhos. O açougueiro Marciel Dias dos Santos é apontado pelas investigações como o responsável pelo homicídio e permanece preso.
A confirmação da identidade foi possível por meio do exame necropapiloscópico realizado pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), por meio do Laboratório de Necropapiloscopia do Serviço Automático de Impressões Digitais.

A perícia trabalhou a partir do encontro dos antebraços e das mãos da vítima, cujas falanges mantiveram as impressões digitais preservadas.
Investigação e contato com a família
Durante entrevista coletiva nesta terça-feira (18), o delegado André Amorim, da Delegacia de Homicídios, explicou que a identificação ocorreu após o cruzamento de informações de pessoas desaparecidas, que levou as equipes policiais até os parentes de Amanda.
“Nós chamamos parentes dessa pessoa desaparecida, fizemos alguns questionamentos, cruzamos novas informações que obtivemos e aí nós pudemos obter a provável qualificação”, afirmou o delegado. “Esses dados também foram enviados ao IIRGD, que passou a fazer o tratamento daquele material localizado, das falanges, e foi possível colher as impressões digitais”.
A família da vítima já foi formalmente comunicada sobre a confirmação da identidade. . Amanda era natural de Jandira (SP), mas havia se mudado para Rio Preto recentemente. Os familiares não tinham notícias dela havia, pelo menos, 15 dias, e chegaram a confeccionar um cartaz e a fazer campanhas nas redes sociais para encontrá-la.
Não há informações, ainda, se Amanda estava em situação de rua ou se estava abrigada em alguma residência.
Reconstrução do crânio
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A investigação cruzou informações sobre pessoas desaparecidas, analisaram o perfil da possível vítima, locais frequentados por ela e imagens de câmera de segurança.
O estado avançado de decomposição do corpo dificultou a identificação. Como parte do trabalho da polícia, o Instituto de Criminalística de Rio Preto desenvolveu um método para reconstruir, a partir do crânio encontrado, uma imagem aproximada do rosto da vítima. Veja acima.
A representação facial foi comparada com fotografias da possível vítima e ajudou a reforçar a hipótese de identidade, que posteriormente foi confirmada pelas impressões digitais, em São Paulo (SP).
A técnica da reconstrução foi desenvolvida pelo desenhista técnico-pericial Bruno Robles Paschoal e, segundo a polícia, poderá ser utilizada em futuras investigações.










