Baunilha, a 2ª especiaria mais cara do mundo, ganha cultivo experimental no interior de SP

Projeto em Rio Preto e Monte Aprazível busca alternativa rentável para pequenos produtores; especiaria é a segunda mais cara do mundo

Um estudo desenvolvido em São José do Rio Preto e Monte Aprazível tem mostrado que o cultivo da baunilha, considerada a segunda especiaria mais cara do mundo, é viável no clima quente e úmido do Noroeste Paulista. A pesquisa, iniciada em 2019, aposta em dois métodos: cultivo protegido com sombreamento e o plantio consorciado com seringueiras.

A iniciativa é coordenada pela professora Vitória Gottardi, da Fatec de Rio Preto, com apoio da Etec de Monte Aprazível. A proposta é oferecer aos pequenos produtores uma alternativa de cultivo com alto valor agregado. Atualmente, o Brasil importa a maior parte da baunilha natural consumida no país.

Apesar da adaptação ao clima tropical, o projeto identificou dificuldades no sistema com seringueiras, devido à perda natural das folhas no inverno, o que deixa as baunilhas expostas ao sol em períodos de forte calor. Já o cultivo protegido, com 70% de sombreamento, tem se mostrado mais eficiente.

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Cada planta produz, em média, 0,5 a 1 kg de fava verde por ano, o que resulta em cerca de 100 g de fava curada, podendo ser vendida por aproximadamente R$ 40 a unidade no mercado nacional. A especiaria é utilizada nas indústrias alimentícia, cosmética e farmacêutica.

O projeto conta com a participação de estudantes, como Beatrice Ferrasales, de 16 anos, que destaca a importância da pesquisa para aproximar o consumidor da verdadeira baunilha e estimular o cultivo regional da planta.

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