Os principais índices de ações de Nova York tiveram forte queda nesta quarta-feira (14), com peso do setor de tecnologia, que acumulou uma desvalorização de mais de 2%, em meio a preocupações sobre o endividamento das empresas para financiar a expansão de inteligência artificial. Mais cedo, as bolsas americanas já operavam sob pressão, após os dados de inflação nos Estados Unidos em setembro virem acima do esperado pelo mercado, diminuindo as apostas em uma manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste mês.
No fechamento, o índice Dow Jones ficou perto da estabilidade (-0,09%), aos 51.622,14 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 1,10%, aos 7.719,50 pontos, e o Nasdaq caiu 1,88%, aos 26.692,868 pontos.
O setor de tecnologia teve desvalorização de 2,62% e o de comunicação, de 1,73%, ambos liderando as perdas do dia e pesando sobre o desempenho das bolsas, em especial o Nasdaq. Entre os destaques, as ações da CoreWeave e da Oracle, que têm estado no centro dos temores sobre endividamento para financiar a expansão de inteligência artificial, afundaram 15,46% e 8,82%, respectivamente.
Os Credit Default Swaps (CDS), que medem o risco de crédito e servem como uma proteção contra um possível “calote” de uma empresa, de grandes nomes de tecnologia vinham crescendo nos últimos dias, especialmente os da CoreWeave, que recentemente superaram os 1.000 pontos-base no vencimento de cinco anos. O movimento chamou a atenção de participantes do mercado e o CEO da Tesla e do X, Elon Musk, chegou a responder “eca” em uma publicação falando sobre a disparada dos rendimentos dos títulos de dívida da empresa americana de computação em nuvem.
O comentário de Musk pesou sobre o sentimento dos investidores e favoreceu uma venda generalizada nas ações ligadas ao desenvolvimento de inteligência artificial nesta quarta-feira. Mais cedo, as bolsas americanas já operavam no vermelho, após dados mais fortes de inflação diminuírem as apostas de que o banco central americano irá manter os juros inalterados em sua reunião deste mês.
Painel de cotações da bolsa de valores de Nova York (Nyse)
Michael Nagle/Bloomberg
Com informações de: Valor Econômico










