Casos de violência política de gênero sobem 11 vezes no Brasil e acendem alerta

Casos de violência política de gênero sobem 11 vezes no Brasil e acendem alerta

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que os processos envolvendo agressões e violência política de gênero no Brasil saltaram de 15 para 177 casos entre 2022 e 2026, representando um aumento de 11 vezes no volume de ações judiciais. A divulgação dos números coincide com este sábado, 10 de outubro, data em que se celebra o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, instituído em memória ao protesto histórico realizado por movimentos feministas nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo em 1980.

Um levantamento produzido pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global revelou que, durante a campanha do primeiro turno das eleições de 2026, foi registrado um caso de violência política a cada nove horas no país. Embora representem cerca de um terço do total de candidaturas registradas no pleito, as mulheres foram alvos diretos em mais de metade dos episódios de agressão monitorados. Dados da Central de Atendimento à Mulher, o Disque 180, mostram ainda que foram formalizadas 1.564 denúncias de intimidação contra lideranças femininas no período, com impacto desproporcional sobre candidatas pretas e pardas, que concentram mais de 53% dos registros.

Especialistas e representantes do Ministério das Mulheres apontam que a violência política visa desestimular a ocupação de espaços de liderança e representação democrática por mulheres, manifestando-se desde ataques virtuais e vazamento de dados pessoais até ameaças físicas diretas. O cenário reforça a necessidade de utilização dos canais oficiais de denúncia colocados à disposição pelo Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral e forças de segurança pública para assegurar a proteção de candidatas e eleitoras em todo o território nacional.

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Com informações de: Região Noroeste

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