Cesta básica sobe em todas as capitais e São Paulo registra o maior valor do país

As altas mais expressivas foram sentidas nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para Porto Velho e Fortaleza, onde o aumento superou os 5,4%.

O custo de vida pesou mais no bolso dos brasileiros em abril, segundo o mais recente levantamento do Dieese realizado em parceria com a Conab. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos revelou que os preços dos itens essenciais subiram em todas as 27 capitais do país. As altas mais expressivas foram sentidas nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para Porto Velho e Fortaleza, onde o aumento superou os 5,4%. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, nenhuma cidade escapou da inflação dos alimentos, apresentando variações que chegaram a quase 15% em algumas localidades.

São Paulo continua sendo a cidade onde é mais caro se alimentar, com a cesta básica atingindo a marca de R$ 906,14. Logo atrás aparecem Cuiabá e Rio de Janeiro, com valores que também assustam o consumidor. No outro extremo da tabela, Aracaju e São Luís registraram os menores custos médios, embora também tenham enfrentado altas no período. Na prática, o trabalhador brasileiro precisou gastar, em média, quase metade de seu salário mínimo líquido apenas para garantir a comida na mesa, dedicando mais de 100 horas de trabalho mensais exclusivamente para essa finalidade.

O grande vilão do mês foi o leite integral, que teve o preço elevado em todas as capitais pesquisadas. Outros itens básicos, como o tomate e a carne bovina de primeira, também ficaram mais caros na maioria das cidades. Por outro lado, o consumidor encontrou um leve alívio no preço do café em pó e do arroz, que apresentaram queda em diversas regiões. O arroz, inclusive, acumula uma redução de preço nos últimos 12 meses em todo o território nacional, ajudando a equilibrar parcialmente o orçamento doméstico.

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Diante desse cenário, o Dieese calculou que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49. Esse valor é quase cinco vezes maior do que o salário mínimo atual de R$ 1.621. A diferença evidencia o desafio das famílias brasileiras para cobrir não apenas a alimentação, mas também outras despesas fundamentais como moradia, saúde, transporte e educação, que acabam sendo espremidas pelo avanço constante no preço dos alimentos básicos.

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