Beneficiada por condições climáticas muito positivas no início do ano, a colheita de cana-de-açúcar na região de Novo Horizonte, no interior de São Paulo, começou com 15 dias de antecedência em relação ao cronograma habitual. Os produtores locais demonstram forte otimismo para a safra atual, impulsionados pela expectativa de melhora na produtividade do solo, mesmo mantendo uma área de plantio semelhante à registrada no período anterior.
Em uma das grandes usinas da região, as máquinas agrícolas começaram a operar nos canaviais em meados de abril e agora trabalham sem parar, durante as 24 horas do dia. O grupo empresarial responsável pela unidade administra 47 mil hectares de terras, dos quais 39 mil já estão prontos para o corte. Após serem colhidos, os caules de cana são acomodados em carretas pesadas, capazes de transportar até 100 toneladas por viagem, e levados diretamente para o pátio de moagem.
Embora o forte da usina historicamente seja a fabricação de açúcar, a diretoria traçou uma nova estratégia comercial e planeja direcionar uma fatia maior da matéria-prima colhida para a produção de etanol. A meta da empresa é processar 3,7 milhões de toneladas de cana até o encerramento das atividades, agendado para o dia 23 de novembro. Esse volume representa um acréscimo de mais de 171 mil toneladas em comparação com o ciclo passado e deve consolidar o melhor desempenho produtivo da fábrica nos últimos três anos.
Esse clima de confiança atinge também os agricultores independentes que vendem sua produção para as indústrias. É o caso de Gerson Delsin, que gerencia sete propriedades rurais na região e aposta anualmente na reforma da terra e na escolha de variedades de plantas mais resistentes. Para este ano, o fornecedor afirma estar seguro de que o investimento trará um retorno robusto e uma colheita farta em seus campos.










