Com quase 400 mortes, noroeste paulista lidera ranking de síndromes gripais no estado

Casos se concentram em crianças e idosos; baixa adesão à vacina agrava cenário

Regiões de Rio Preto e Araçatuba concentram a maioria das mortes

O noroeste paulista alcançou uma marca preocupante: é a região com maior número de mortes por síndromes respiratórias no estado de São Paulo, com 388 óbitos registrados apenas nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba. Os dados, da Secretaria de Estado da Saúde, colocam oito municípios da região entre os dez com maior incidência proporcional de casos em todo o estado.

Crianças e idosos lideram número de internações

Entre os mais de 4 mil casos registrados nessas regiões, 45% são em crianças com menos de 10 anos e 31% em idosos com 65 anos ou mais. O perfil etário reforça o alerta para o público de maior risco, especialmente em um cenário de baixa cobertura vacinal.

Vacinação abaixo do esperado até em grandes cidades

Em Rio Preto, maior município da região, a vacinação contra a gripe ainda não alcançou nem metade da população-alvo. Segundo a prefeitura, apenas 46,2% do público geral recebeu a dose. Entre os grupos prioritários, os índices também são baixos: 48,3% dos idosos, 38,6% das crianças e 55,8% das gestantes.

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Veja o ranking dos municípios com maior incidência proporcional

A incidência é calculada com base na relação entre o número de casos e o total de habitantes. Confira os municípios com maior impacto:

  • Potirendaba – 140 casos e 8 mortes
  • Estrela D’Oeste – 70 casos e 2 mortes
  • União Paulista – 9 casos
  • São João das Duas Pontes – 12 casos
  • Torre de Pedra – 9 casos e 1 morte
  • Mirassolândia – 21 casos e 2 mortes
  • Nova Aliança – 29 casos e 3 mortes
  • São Sebastião – 348 casos e 9 mortes
  • Adolfo – 18 casos e 1 morte
  • Nova Granada – 78 casos e 4 mortes

Estado soma mais de 3 mil mortes por síndromes respiratórias

No total estadual, já são 36.196 casos registrados e 3.095 mortes. Entre elas, 487 foram provocadas pela Covid-19, 872 por influenza e 99 por vírus sincicial respiratório. O restante inclui outros vírus causadores das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).

Autoridades reforçam apelo pela vacinação

Com os números em alta, autoridades sanitárias reforçam a importância da vacinação e dos cuidados básicos, como a higienização das mãos, uso de máscara em locais fechados e atenção aos sintomas respiratórios.

Com informações do site Notícias Noroeste

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