Após mais de duas décadas de impasses e negociações, representantes do comércio e dos trabalhadores chegaram a um acordo que permitirá a abertura de estabelecimentos comerciais de Santa Fé do Sul aos domingos e feriados. A definição ocorreu nesta semana durante uma reunião realizada na sede da Associação Comercial e Empresarial de Santa Fé do Sul (ACE), que se estendeu por quase quatro horas.
Segundo os participantes, a assinatura da nova convenção coletiva deve ocorrer nos próximos dias. O documento regulamenta o funcionamento do comércio nessas datas e estabelece direitos e deveres tanto para empregadores quanto para empregados.
De acordo com Toninho do Escritório, representante da Associação Comercial, a principal motivação para a conclusão do acordo foi a necessidade de adequar o município às exigências da legislação federal, que passou a exigir convenção coletiva para autorizar o funcionamento de empresas em domingos e feriados.
“Santa Fé do Sul não poderia ficar sem a abertura do comércio nos feriados e domingos. Somos uma estância turística e recebemos visitantes durante todo o ano. Precisávamos encontrar um entendimento”, afirmou.
Um dos pontos definidos prevê remuneração adicional aos trabalhadores que optarem por atuar nessas datas. A adesão ao trabalho seguirá as regras estabelecidas na convenção coletiva.
Durante as negociações também foram discutidas questões relacionadas a desvio de função. Segundo os representantes envolvidos, ficou acordado que eventuais adequações de atividades não poderão resultar em redução salarial aos trabalhadores.
A reunião contou com a participação de representantes do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jales, empresários, integrantes da Associação Comercial, representantes do poder público e lideranças do setor produtivo.
Para os participantes, o entendimento representa uma conquista tanto para o comércio local quanto para os trabalhadores, encerrando uma discussão que se arrastava há mais de 20 anos e garantindo segurança jurídica para o funcionamento das empresas em datas consideradas estratégicas para a economia do município.










