Desenvolvido na região, gado Tabapuã se consolida como conquista histórica da zootecnia brasileira

Desenvolvido na região, gado Tabapuã se consolida como conquista histórica da zootecnia brasileira

Uma das raças bovinas mais importantes e valorizadas do agronegócio nacional carrega em seu nome a história de um município de aproximadamente 35 mil habitantes no interior paulista. O gado Tabapuã foi desenvolvido a partir da década de 1940 na Fazenda Água Milagrosa, localizada na área urbana da cidade de Tabapuã, e hoje atinge patamares comerciais expressivos no mercado pecuário, com fêmeas cotadas em até R$ 2 milhões e machos avaliados em R$ 1,25 milhão.

A formação da raça começou quando o médico e proprietário rural Alberto Ortenblad adquiriu os primeiros exemplares e iniciou um rigoroso planejamento zootécnico. O projeto selecionou matrizes de ascendência indiana e as cruzou com reprodutores mestiços mochos, resultando em animais adaptados ao clima tropical e com elevada capacidade de ganho de peso e produção leiteira. De acordo com Guilherme Tricca, técnico especializado que atua na região de São José do Rio Preto, a raça foi oficialmente reconhecida pelo Ministério da Agricultura e pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) em 1981, tornando-se o terceiro tipo neozebuíno criado no mundo, ao lado do Brahman e do Indubrasil.

Estudos de pesagem conduzidos pela ABCZ com mais de 3 milhões de bovinos apontam que o Tabapuã supera outras raças zebuínas em peso médio aos sete meses de idade, tanto em regime de pasto quanto em confinamento. Além da mansidão e do bom temperamento, a ausência natural de chifres e a forte habilidade materna das fêmeas garantem o desmame de bezerros mais pesados que alcançam a idade de abate mais rapidamente. Para manter o alto padrão genético do rebanho, especialistas recomendam aos criadores manter rigorosos controles de nutrição, manejo sanitário das pastagens e investimento contínuo em tecnologia de reprodução.

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Com informações de: Região Noroeste

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