Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (3), ocorre um eclipse lunar total, fenômeno popularmente chamado de “Lua de Sangue”. O evento acontece quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural.
Durante o eclipse total, a Lua não desaparece. Ela adquire um tom avermelhado, resultado de um processo óptico que envolve a atmosfera terrestre.
Por que a Lua fica vermelha
A coloração ocorre por causa da chamada dispersão de Rayleigh. A atmosfera da Terra filtra a luz solar e desvia principalmente os comprimentos de onda mais longos, como os tons alaranjados e vermelhos, em direção à Lua. É o mesmo efeito observado no pôr do sol.
Sem a atmosfera, a Lua ficaria praticamente invisível durante o eclipse total. A intensidade da cor pode variar conforme as condições atmosféricas. Partículas em suspensão, como poeira e poluição, influenciam o resultado visual.
Horário do fenômeno
O auge do eclipse está previsto para ocorrer entre 8h04 e 9h02, no horário de Brasília. Nesse período, a Lua já terá se posto em todo o território brasileiro, o que impede a observação da fase total no país.
A fase inicial, chamada de penumbra, começa por volta das 5h44. No entanto, a etapa mais intensa, quando a Lua assume o tom avermelhado, será visível apenas em partes da Ásia, da Austrália e da América do Norte.
Próximo eclipse visível no Brasil
O calendário astronômico de 2026 prevê outro eclipse lunar em 27 de agosto. Nesse caso, cerca de 93% do disco lunar será encoberto, e o fenômeno poderá ser observado em todo o Brasil, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
O eclipse lunar é um evento previsível, estudado pela astronomia há séculos. Não há impactos físicos ou ambientais associados à sua ocorrência. Trata-se de um fenômeno natural, resultado do alinhamento entre Sol, Terra e Lua.










