São Paulo monitora transmissão do sarampo após 41 casos em 2026

Estado aponta redução na circulação do vírus e aumento da cobertura da primeira dose da vacina para 93,24% em julho.
Entenda como a Secretaria de Estado da Saúde monitora o aparecimento de casos de sarampo

O Estado de São Paulo monitora as cadeias de transmissão do sarampo identificadas desde junho e avalia a possibilidade de interrupção do contágio em municípios paulistas. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) indicam redução da circulação viral em parte dessas cadeias, período em que a cobertura da primeira dose da vacina passou de 86,56%, em abril, para 93,24%, em julho.

Ao todo, o território paulista soma 41 confirmações de sarampo em 2026. A capital concentra 37 registros, enquanto São Bernardo do Campo teve dois casos, Guarulhos confirmou um e Santo André registrou outro. Nenhuma morte foi causada pela doença. Do total de infectados, 31 não tinham registro de imunização ou apresentavam esquema incompleto. Cerca de 61% das confirmações envolveram crianças com menos de 2 anos.

Critérios para encerramento de cadeias

A primeira cadeia do ano, iniciada entre março e abril com dois casos importados, já foi encerrada. Para que uma transmissão seja dada como finalizada, são necessárias 12 semanas consecutivas sem novos diagnósticos relacionados, prazo calculado a partir do surgimento das manchas vermelhas na pele (exantema) no último paciente confirmado. As cadeias iniciadas em junho, julho e agosto continuam sob acompanhamento das equipes municipais e da SES-SP.

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Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância sanitária cumpre o período de observação para constatar se houve o término das transmissões locais. Os trabalhos de contenção contam com análise laboratorial do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e sequenciamento genético feito pela Fiocruz, órgão nacional de referência para a enfermidade.

De acordo com a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) “Prof. Alexandre Vranjac”, Tatiana Lang D’Agostini, nos municípios com casos confirmados as equipes mantêm o acompanhamento dos contatos e realizam ações de bloqueio vacinal de acordo com cada investigação epidemiológica.

Cenário epidemiológico e vacinação

O Brasil permanece com a classificação de eliminação da transmissão endêmica de sarampo, condição mantida apesar dos diagnósticos registrados neste ano em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) define o momento atual brasileiro e paulista como de transmissão limitada, com casos pontuais e controle ativo.

Além da ampliação na primeira dose, a aplicação da segunda dose subiu de 72,72% para 78,37% no estado entre abril e julho. O imunizante é ofertado gratuitamente na rede pública dos 645 municípios paulistas.

“A dose zero protege os bebês, mas não substitui a vacinação de rotina. Também é importante que os adultos confiram a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde caso precisem atualizar as doses. A vacinação protege quem recebe a vacina e também contribui para reduzir o risco de transmissão para crianças que ainda não completaram o esquema”, orienta Tatiana.

O cronograma prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de vida. Pessoas entre 15 meses e 29 anos devem comprovar duas doses com intervalo mínimo de 30 dias. A faixa de 30 a 59 anos necessita de ao menos uma dose comprovada, enquanto trabalhadores da saúde precisam ter duas aplicações registradas, independentemente da idade. A dose zero é voltada a bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes na capital, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, além de situações de bloqueio contra casos suspeitos.

Informações sobre o calendário vacinal e imunizantes podem ser consultadas no portal Vacina 100 Dúvidas, no endereço www.vacina100duvidas.sp.gov.br.

Com informações de: Agência SP

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