Um ex-procurador-seccional da Advocacia-Geral da União (AGU) de São José do Rio Preto foi condenado pela Justiça por agredir a esposa e o enteado, que tinha 16 anos na ocasião. A sentença foi proferida pelo juiz Marcos Takaoka, da Comarca de Mirassol, e cabe recurso.
O magistrado fixou a pena em um ano, seis meses e vinte dias de reclusão em regime inicial aberto pelos crimes de lesão corporal de natureza grave e violência doméstica. A decisão judicial também determinou que o réu pague R$ 50 mil de indenização por danos morais à vítima.
Agressões em condomínio
O caso ocorreu em um condomínio residencial localizado em Mirassol. O homem desferiu um chute contra a companheira, o que causou uma fratura no joelho da mulher e exigiu cirurgia. Ele também tentou esganá-la.
O filho da mulher tentou intervir para defender a mãe e acabou agredido com um soco. Com o apoio da equipe de segurança do condomínio, o adolescente conseguiu manter o agressor imobilizado até a chegada da Polícia Militar. A Justiça rejeitou a alegação de legítima defesa apresentada pelos advogados de defesa do réu.
Posicionamento da AGU
Em manifestação oficial, a Advocacia-Geral da União repudiou qualquer ato de violência. O órgão informou que o servidor acabou dispensado da função comissionada que exercia logo durante as investigações disciplinares conduzidas pela Corregedoria-Geral.
Posteriormente, o homem solicitou a aposentadoria e deixou de integrar o quadro de servidores da AGU em setembro de 2021, sem exercer mais funções na instituição pública.
Com informações de: Região Noroeste










