As exportações de soros produzidos pelo Instituto Butantan registraram um crescimento de 54,5% entre os anos de 2024 e 2025, impulsionadas pelo aumento da capacidade fabril e pela ampliação do alcance no mercado internacional. O total de frascos comercializados para governos e instituições do exterior saltou de 2.439 para 3.770 unidades no período, englobando tratamentos contra difteria, venenos de cobras como jararaca e coral-verdadeira, e picadas de aranha.
A expansão do volume exportado é fruto da modernização dos processos internos e da otimização na produção de soro concentrado a granel, que atingiu mais de 2,8 mil litros no último ano. Historicamente focado em suprir prioritariamente as necessidades do Ministério da Saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS), o laboratório paulista voltou a ter folga operacional para atender a pedidos externos à medida que outras instituições nacionais, como a Fundação Ezequiel Dias e o Instituto Vital Brazil, retomaram a fabricação e dividiram a demanda pública do país.
Com medicamentos distribuídos para nações da Europa, Américas e Oriente Médio — incluindo envios inéditos de soros antidiftérico e antitetânico para a Arábia Saudita —, o Butantan projeta ampliar ainda mais sua presença global. A instituição iniciou os investimentos para a construção de um novo Centro de Produção de Soros, estrutura que deverá dobrar a capacidade de processamento a médio prazo e consolidar o estado de São Paulo como referência internacional na produção de imunobiológicos.
Com informações de: Região Noroeste










