O governo federal solicitou o bloqueio de 13.241 sites de apostas ilegais e a remoção de milhares de perfis em redes sociais desde a proibição oficial das atividades não regulamentadas. As medidas contra as plataformas sem autorização causaram o encerramento das operações da quase totalidade das marcas em atividade no mercado brasileiro, restando apenas um site autorizado em processo final de desativação técnica.
Devolução de recursos aos apostadores
Com a interrupção das operações, cerca de R$ 1,325 bilhão em saldos remanescentes pertencentes a 26,5 milhões de apostadores aguardam ressarcimento. As empresas de apostas têm até a próxima quarta-feira, 7 de outubro, para repassar às instituições financeiras o levantamento detalhado dos valores vinculados a cada CPF, juntamente com as contas bancárias cadastradas pelos usuários para viabilizar a transferência.
A análise dos registros indicou uma concentração acentuada de recursos: cerca de 1% dos cadastrados responde por 80% do montante total a ser devolvido aos clientes.
Investigação sobre contas com saldos elevados
Em paralelo à devolução das quantias menores, órgãos de controle darão início à apuração sobre cerca de 40 contas com saldos individuais acima de R$ 500 mil. A apuração tem como finalidade identificar a procedência dos valores e checar eventuais indícios de ligação com o crime organizado ou lavagem de dinheiro.
Segundo a equipe econômica, a interrupção das operações do setor ilegal estanca a sangria de dezenas de milhões de reais que saíam diariamente do orçamento das famílias no país, redirecionando o fluxo financeiro para a economia local.
Com informações de: Região Noroeste










