Governo federal apura suspeita de ação organizada por trás de queimadas no Amazonas

Governo federal apura suspeita de ação organizada por trás de queimadas no Amazonas

A força-tarefa responsável pelo combate aos incêndios florestais no Amazonas abriu 120 procedimentos investigatórios para identificar e punir os autores das queimadas no estado. Em coletiva realizada em Manaus, representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmaram que os focos de incêndio têm origem humana e que autoridades investigam se existe uma rede organizada por trás dos crimes ambientais.

As apurações contam com a atuação conjunta da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil do Amazonas e apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A suspeita de ação coordenada é inspirada em episódios anteriores, como o “Dia do Fogo”, quando queimadas simultâneas foram deflagradas em diferentes regiões do país. Os infratores estão sujeitos a sanções que incluem multas administrativas entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por hectare, além do embargo de propriedades, apreensão de maquinário e responsabilização criminal com pena de prisão.

A intensa fumaça gerada pelos incêndios provocou sérios impactos na qualidade do ar e na rotina da população, levando à suspensão das aulas presenciais na rede municipal de Manaus, bem como em unidades de ensino superior e técnico da capital. O governo federal destaca que o direcionamento dos ventos na região tem transportado a fumaça de queimadas distantes diretamente para os centros urbanos.

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Apesar do cenário crítico, o Executivo aponta para uma tendência de redução de novos focos de incêndio no território amazonense. Atualmente, a operação de combate conta com o apoio de 11 aeronaves especializadas e cerca de 330 brigadistas federais mobilizados, com o registro de quase 300 focos de incêndio debelados e outros em fase final de contenção.

Com informações de: Região Noroeste

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