Hospital de Base emite alerta sobre aumento de casos de dengue na região e prepara força-tarefa para 2026

A preocupação das autoridades de saúde baseia-se no balanço de 2025, ano em que a cidade enfrentou uma séria crise sanitária

Com a chegada de fevereiro, período historicamente conhecido pelo aumento na transmissão da dengue devido ao calor e às chuvas intensas, o complexo Funfarme/Hospital de Base de São José do Rio Preto acendeu um sinal de alerta para toda a região. A preocupação das autoridades de saúde baseia-se no balanço de 2025, ano em que a cidade enfrentou uma séria crise sanitária. Segundo dados da instituição, o número de confirmações da doença saltou de 4.218 casos em 2024 para 5.833 no ano passado, o que representa um crescimento de aproximadamente 38% no volume de pacientes atendidos.

Esse aumento expressivo gerou uma sobrecarga severa nas unidades de pronto-atendimento e internação em 2025. Para evitar o colapso do sistema de saúde na época, a prefeitura precisou contratar 40 leitos exclusivos para o tratamento da dengue no Hospital de Base, divididos entre enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Essa experiência serviu de base para que a Funfarme estruturasse, agora para 2026, uma estratégia antecipada que envolve um comitê gestor de decisões, treinamentos constantes para as equipes e a padronização de protocolos de atendimento para garantir rapidez e segurança no diagnóstico.

A infectologista Dra. Cássia Estofolete explica que a instituição reforçou o suporte laboratorial para oferecer diagnósticos rápidos e criou fluxos específicos de atendimento, que incluem postos de hidratação imediata para casos suspeitos. Além do cuidado dentro do hospital, equipes técnicas trabalham internamente para garantir que as dependências do complexo de saúde estejam livres de focos do mosquito Aedes aegypti. Para o diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, a integração entre os hospitais e as unidades básicas de saúde, somada à prevenção feita pela população, é o único caminho para evitar que os números de 2025 se repitam.

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Os especialistas reforçam que o combate ao mosquito deve ser uma tarefa semanal e coletiva, com a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água parada em casa. Os principais sintomas que exigem atenção são febre alta, dor no corpo e dor atrás dos olhos. A orientação médica é clara: ao notar os primeiros sinais, o paciente deve buscar uma unidade de saúde, manter uma hidratação rigorosa e repousar, medidas fundamentais para evitar que a doença evolua para formas graves e coloque a vida em risco.

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