Ibovespa avança 0,5% com disparada da Petrobras e pesquisas eleitorais

Ibovespa avança 0,5% com disparada da Petrobras e pesquisas eleitorais

Diante do vencimento de opções sobre ações, a sessão desta sexta-feira foi marcada por uma forte volatilidade na bolsa local, com o índice oscilando entre os 204.164 e os 206.305 pontos até encerrar com alta de 0,54%, aos 205.430 pontos. Na semana, o Ibovespa cedeu 1,74%.
Logo após a abertura dos negócios desta sexta-feira, a percepção do mercado de que a pesquisa Datafolha mostrou um cenário mais favorável ao senador Flávio Bolsonaro (PL) do que o previsto impulsionou a bolsa local. A razão é que agentes financeiros esperavam um empate entre o candidato do PL e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que não ocorreu. Na prática, o placar de 47% a 45% a favor do senador no levantamento manteve, na visão de participantes, a perspectiva de vitória do bolsonarista, o que foi bem-recebido.
Ao longo do pregão, o vencimento de opções chegou a fazer o índice ceder um pouco, mas a dinâmica não se manteve. O Ibovespa voltou a ganhar força durante a tarde, à medida que os contratos futuros de petróleo ampliaram a valorização, o que elevou os ganhos das ações da Petrobras.
No fim, as PN da estatal subiram 4,04%, enquanto as ON ganharam 3,53%. Já as demais blue chips cederam em bloco, especialmente as PN do Bradesco, que perderam 1,78%. O dia também foi negativo para as ON da Vale, que exibiram baixa de 0,32%.
Assim como nos pregões anteriores, o cenário eleitoral seguiu no foco dos agentes. Apesar de o Datafolha ter mostrado Flávio e Lula em empate técnico, a avaliação de fontes do mercado é que a diferença é suficiente para o bolsonarista vencer a eleição, dado que há uma tendência de eleitores não declararem voto no senador nesses levantamentos.
Na rodada anterior do levantamento, divulgada no dia 8, o senador estava com 49% e o presidente, com 45% das intenções de voto. Na avaliação de um gestor, que pediu anonimato, a queda de 2 pontos percentuais de Flávio no Datafolha não se traduziu em ganho para o adversário, já que 1 ponto migrou para brancos e nulos e outro para indecisos, que ainda poderiam voltar ao senador.
De olho nas eleições, a equipe do Citi avalia que o rali observado nas ações brasileiras não é apenas um movimento técnico e pode estar apenas começando. O banco enxerga uma reprecificação dos ativos, impulsionada também pelo fluxo estrangeiro, que chegou a R$ 18 bilhões em outubro, além de uma perspectiva de nova condução da política fiscal.
Em relatório, os analistas apontam que o atual P/L de 9,4 vezes oferece um ponto de entrada atraente e que, mesmo após a forte valorização pós-eleição, o banco segue confortável em aumentar o risco da carteira até o fim do ano.
O Goldman Sachs também enxerga espaço para novas altas da bolsa brasileira. O banco mantém o preço-alvo do Ibovespa em 215 mil pontos, mas afirma que o índice poderia chegar a 225 mil pontos caso os juros longos recuem mais 100 a 120 pontos-base (1 a 1,2 ponto percentual).
Hoje, o volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 29,9 bilhões e de R$ 43,1 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq perdeu 2,14%; o S&P 500 recuou 1,09%; e o Dow Jones cedeu 0,34%.

Com informações de: Valor Econômico

Anúncios

Compartilhe:

Facebook
Twitter
WhatsApp