Ibovespa cede 1% com maior aversão a risco em torno da eleição presidencial

Ibovespa cede 1% com maior aversão a risco em torno da eleição presidencial

Um sentimento de cautela em torno do resultado da eleição presidencial tomou conta da bolsa local nesta terça-feira, diante de novas pesquisas que indicaram uma reação da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A 12 dias do segundo turno, agentes financeiros também reagiram mal a novas medidas de peso fiscal anunciadas por Lula, vistas como eleitoreiras, como um pacote voltado a microempreendedores individuais (MEIs), que inclui o perdão de dívidas de até R$ 12,6 bilhões.
O menor apetite a risco local afetou em cheio o desempenho de blue chips, com exceção das ações da Petrobras, o que também contribuiu para o desempenho mais negativo do índice. Após oscilar entre os 206.146 pontos e os 209.072 pontos, o Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 1,04%, aos 206.888 pontos, em linha com a piora dos demais ativos locais.
No fim, as PN da Petrobras fecharam em alta de 1,52% enquanto as ON da petroleira subiram 1,14%, na contramão do recuo do petróleo Brent. Por outro lado, as ON da Vale cederam 1,09%. Da mesma forma, o dia foi de perdas para instituições financeiras, com destaque para o recuo das ON do Banco do Brasil, que exibiram baixa de 1,58%. A exceção ficou para as units do Santander, que ganharam 0,17%.
O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi novamente expressivo e chegou a R$ 32,5 bilhões, alcançando os R$ 45,4 bilhões na B3. Já em Wall Street, o índice Dow Jones cedeu 0,35%, o Nasdaq recuou 0,15%, e o S&P 500 fechou estável (-0,02%).

Com informações de: Valor Econômico

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