O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, encerrou o mês de setembro com alta de 0,82%, registrando o patamar mensal mais elevado desde março de 2026. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 9 de outubro, mostram que o indicador fez a taxa acumulada em 12 meses subir para 4,58%, ultrapassando o teto do intervalo de tolerância da meta estipulada pelo governo federal, fixado em 4,5%. O resultado veio acima das previsões do mercado financeiro, que projetava um índice menor para o período.
A forte aceleração em relação ao mês anterior foi impulsionada principalmente pelos grupos de habitação, transportes e alimentação. O setor habitacional apresentou o maior impacto no bolso dos consumidores devido à alta de 7,98% na energia elétrica, motivada pelo fim da concessão do Bônus de Itaipu, que havia reduzido temporariamente o valor da tarifa no mês de agosto. No setor de transportes, os custos foram pressionados pelo encarecimento das passagens aéreas e pela alta nos combustíveis, enquanto o grupo de alimentos voltou a subir após três meses de queda por conta de fatores climáticos que reduziram a oferta de itens básicos como tomate, batata e cebola.
Apesar da alta expressiva verificada em setembro, economistas avaliam o avanço da conta de luz como um efeito pontual de transição tarifária que deve perder força a partir de outubro, quando passa a vigorar a bandeira verde na cobrança de energia. O monitoramento do IBGE apontou que 55% dos produtos e serviços pesquisados nas principais regiões metropolitanas e capitais brasileiras registraram variação positiva de preços ao longo do mês.
Com informações de: Região Noroeste










