O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou uma taxa de 0,82% no mês de setembro, impulsionado pelas altas verificadas nos setores de alimentos e produtos não alimentícios. Os dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 9 de outubro, mostram que o indicador avançou e acumula uma alta de 4,29% nos últimos 12 meses, acelerando em relação ao patamar acumulado no mês anterior, que estava em 3,98%.
O desempenho do INPC é acompanhado de perto por trabalhadores e aposentados porque o índice mensura a variação do custo de vida para famílias com rendimento mensal entre um e cinco salários mínimos. Por focar nas faixas de menor renda, o cálculo concede um peso proporcionalmente maior aos gastos com alimentação, que comprometem cerca de um quarto do orçamento desse público. Além disso, a taxa acumulada do indicador serve como base técnica e parâmetro de negociação para o reajuste salarial de diversas categorias profissionais, além de balizar a atualização anual do salário mínimo, do teto do INSS e do seguro-desemprego.
Embora o INPC tenha registrado o mesmo percentual mensal que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os dois indicadores do IBGE possuem metodologias e abrangências distintas. Enquanto o IPCA mede o impacto da inflação para lares com renda de até 40 salários mínimos e inclui despesas com maior peso para faixas mais altas, como passagens aéreas, o INPC reflete a cesta de consumo básica da população de menor poder aquisitivo, sendo apurado nas principais capitais e regiões metropolitanas do país.
Com informações de: Região Noroeste










