A novidade, é claro, dá um gás extra para a Apple no concorrido mercado de celulares intermediários.
Segundo dados da Consumer Intelligence Research Partners (CIRP), o 16e representou 7% de todas as vendas de iPhones nos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2025 — um desempenho melhor que o do SE no mesmo período do ano passado.
Esse bom começo ajudou a linha iPhone 16 a alcançar 74% das vendas de iPhones no país, contra 68% da geração anterior (a linha iPhone 15) no mesmo trimestre de 2024. A diferença veio justamente com a chegada do 16e, que preenche um espaço que antes ficava entre os modelos mais básicos e os flagships.
Muito embora abra mão da Ilha Dinâmica (Dynamic Island), do MagSafe e da câmera ultra-angular, o iPhone 16e traz o chip A18 e uma tela OLED 1 de 6,1 polegadas. Aliado a um preço mais em conta, ele parece conquistar quem quer um iPhone novo, mas sem gastar tanto.

Outro reflexo do sucesso do 16e é a queda na participação de modelos antigos nas vendas. De acordo com a CIRP, as vendas de dispositivos com mais de um ano de lançamento caíram de 32% para 26% em comparação ao ano anterior. Isso mostra que mais pessoas estão preferindo comprar um modelo novo, acessível e com visual atualizado, em vez de apostar em versões antigas com desconto.
Ainda não se sabe se a Apple vai lançar uma nova versão “e” todo ano, como faz com os modelos principais, ou se vai seguir o ritmo mais lento da linha SE — há quem diga, inclusive, que os testes de produção do “iPhone 17e” estariam próximos de iniciar.
Uma coisa já está clara: o iPhone 16e acertou em cheio ao ocupar um espaço que por muito tempo foi dominado por concorrentes Android. Além disso, ele ajuda a deixar a linha da Maçã mais enxuta e coerente, com opções para todos os bolsos.
CIRP também aponta queda na venda dos modelos Pro
Ainda de acordo com a CIRP, o iPhone 16 está ganhando cada vez mais espaço entre os consumidores, conforme notado pelo 9to5Mac.
No primeiro trimestre de 2025, ele foi responsável por 20% das vendas de iPhones nos Estados Unidos — um salto em relação aos 14% que o iPhone 15 havia registrado no mesmo período do ano passado.
Por outro lado, os iPhones 16 Pro e 16 Pro Max tiveram uma leve queda: juntos, responderam por 38% das vendas, abaixo dos 45% alcançados pelos modelos equivalentes da linha iPhone 15 um ano antes. Já o iPhone 16 Plus manteve a mesma participação que a do 15 Plus, sem grandes mudanças.
Esses números, segundo a pesquisa, reforçam a alta na preferência por modelos mais acessíveis, mesmo entre quem quer um iPhone novo. A tendência pode sinalizar que mais consumidores estão buscando equilíbrio entre preço e tecnologia — deixando um pouco de lado os modelos mais caros da linha.
Via AppleInsider










