Um jovem de 25 anos de Santa Fé do Sul, morreu em combate na guerra na Ucrânia. A mãe, Clarice Batista de Almeida, disse que Felipe de Almeida Borges foi atingido por um drone na primeira missão em dezembro. A morte foi informada a ela no sábado (17).
Felipe, conforme Clarice, foi convencido a se alistar mediante a promessa de pagamento de R$ 25 mil mensal e evitava falar com ela sobre o dia a dia no treinamento, uma vez que acreditava que a mãe ficaria preocupada e abalada com as notícias sobre a guerra.
Diante disso, Clarice relatou que a última vez que conversou com o filho foi dia 9 de dezembro, quando o jovem avisou à irmã que iria ao campo de batalha, na primeira missão, que começaria no dia seguinte. No dia 10 daquele mês, portanto, ficou incomunicável.
No sábado (17), a irmã de Felipe soube da morte do jovem, após ser procurada por um amigo dele, que mantinha contato com um comandante da guerra. “O meu chão se abriu”, contou a mãe.
De acordo com a irmã, Felipe ficou gravemente ferido ao ser atingido por um drone, na linha de frente do combate. Agora, a família busca alternativas para a possibilidade do translado do corpo. No entanto, de acordo com o apurado, o corpo ainda não foi resgatado da zona de guerra.
“O Felipe está morto desde dezembro. O Felipe não ficava o dia inteiro sem mandar mensagem, ele sabia a mãe preocupada que ele tinha. Ele foi para servir a uma guerra que não é dele. Ele pensou que dará uma vida melhor para a mulher dele e montar o próprio negócio dele. Mas, ele foi e morreu lá. Nada mais do que justo eles mandarem o meu filho de volta”, lamentou Clarice.
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Brasileiro de Santa Fé do Sul (SP) morre em combate na guerra na Ucrânia ao ser atingido por drone — Foto: Clarice Batista de Almeida/Arquivo pessoal
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Felipe de Almeida Borges de Santa Fé do Sul (SP) morreu durante guerra na Ucrânia — Foto: Clarice Batista de Almeida/Arquivo pessoal
Ministério recomenda que brasileiros recusem ir para guerras
Em junho deste ano, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras, no contexto de guerras armadas.
Segundo o órgão, tem sido registrado aumento no número de casos brasileiros que morrem em conflito de ambos os lados ou que encontram dificuldades para interromper a participação no serviço.
Por isso, o ministério recomendou que propostas de trabalho para fins militares sejam recusadas. De acordo com o órgão, a assistência consular, nesses casos, pode ser “severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas de outros países”.










