O motorista da carreta flagrado cochilando antes de prensar um carro contra outro veículo e provocar a morte de um advogado foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção do veículo automotor. O acidente ocorreu na Rodovia Washington Luís (SP-310) no dia 20 de agosto do ano passado, em São José do Rio Preto (SP).
Imagens de câmera da cabine da carreta, obtidas em primeira mão pelo g1, mostram o motorista Aureliano Antônio Messias cochilando no momento em que a carreta avança sobre o carro. As câmeras registraram a cena em cinco ângulos diferentes.
Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia, de 53 anos, teve o carro esmagado ao ser atingido na traseira pela carreta e morreu no local. Ele era o único ocupante do veículo, que ficou completamente destruído.
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Advogado morreu em acidente com três carretas em Rio Preto (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM
Segundo o delegado responsável pela investigação, Marcelo Ferrari, o laudo pericial descartou a falha nos freios e concluiu que o motorista teve culpa no acidente, uma vez que não foram encontrados outros elementos que justificassem o atropelamento, a não ser imprudência dele.
Em depoimento à polícia, Aureliano negou ter dormido ao volante antes do acidente e disse que estava apenas relaxando os membros superiores e cruzou os braços no momento em que o trânsito estava parado.
Assim como relatado à Polícia Rodoviária no dia do acidente, o motorista manteve a tese de que houve problemas no freio da carreta e que, por isso, não conseguiu parar o veículo. Contudo, o delegado informou que a perícia desmente o depoimento.
No dia seguinte ao acidente, o advogado da empresa na qual o motorista presta serviços enviou nota à reportagem negando a falha mecânica. Na nota, a empresa ressaltou que o veículo estava em “perfeitas condições de manutenção, com todos os sistemas de segurança e freios funcionando normalmente”.
Com informações de: G1










