Mercado imobiliário de Araçatuba e região recua em julho, mas mantém alta no ano

Pesquisa do CRECISP, com dados de 12 municípios do Noroeste Paulista, aponta queda de 9,43% nas vendas e de 9,01% nas locações em julho; no acumulado de 2026, os dois indicadores seguem positivos

O mercado de imóveis residenciais usados de Araçatuba e região apresentou retração em julho de 2026. As vendas recuaram 9,43% e as locações tiveram queda de 9,01% em comparação com junho, segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP).

Apesar da redução registrada no mês, o mercado regional mantém desempenho positivo no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, as vendas cresceram 35,52%, enquanto as locações avançaram 191,82%. No acumulado de 12 meses, as altas chegam a 69,64% e 228,01%, respectivamente.

O levantamento contou com informações de 35 corretores e imobiliárias e abrangeu 12 municípios: Andradina, Araçatuba, Birigui, Dolcinópolis, General Salgado, Guararapes, Ilha Solteira, Marinópolis, Palmeira D’Oeste, Piacatu, Santa Fé do Sul e Valparaíso.

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Imóveis mais procurados na região

Entre as vendas registradas pela pesquisa regional, as casas representaram 100% dos negócios. Os apartamentos não tiveram participação nas negociações de julho.

Outro dado chama a atenção: todos os imóveis vendidos estavam localizados nas chamadas demais regiões, fora das áreas central e nobre.

As casas de dois e três dormitórios foram as que mais apareceram entre os negócios, com 44,4% cada. Imóveis de quatro e cinco dormitórios representaram 5,6% cada.

Em relação ao tamanho, 33,3% das casas vendidas tinham entre 51 e 100 m² e outros 33,3% entre 101 e 200 m². Imóveis de até 50 m² representaram 11,1% das vendas.

Faixa de R$ 201 mil a R$ 300 mil concentra vendas

Na região pesquisada, a faixa de preço entre R$ 201 mil e R$ 300 mil concentrou 44,4% das vendas.

Outros 16,7% dos negócios ficaram entre R$ 151 mil e R$ 200 mil, enquanto 5,6% foram realizados entre R$ 101 mil e R$ 150 mil. Também houve vendas de imóveis entre R$ 301 mil e R$ 350 mil, entre R$ 401 mil e R$ 450 mil e entre R$ 1,3 milhão e R$ 1,5 milhão, cada uma representando 11,1% dos negócios.

A forma de pagamento ficou dividida entre recursos próprios e financiamento pela Caixa Econômica Federal, com 50% das vendas para cada modalidade.

Locações também recuam

O mercado de aluguel nos municípios pesquisados acompanhou o movimento das vendas e registrou queda de 9,01% em julho, na comparação com junho.

Mesmo com a retração mensal, as locações apresentam o maior crescimento acumulado entre os indicadores analisados pelo CRECISP. A alta chegou a 191,82% nos primeiros sete meses de 2026 e a 228,01% no período de 12 meses.

As casas representaram 76% dos imóveis alugados, enquanto os apartamentos responderam por 24%. A maior parte das locações ocorreu nas demais regiões, com 78,9%. Os imóveis situados em áreas nobres representaram 21,1%, enquanto não houve registros na região central.

Entre as casas alugadas, os imóveis de dois e três dormitórios tiveram participação de 50% cada. Nos apartamentos, os imóveis de dois dormitórios foram maioria, representando 80% dos contratos.

Aluguéis de até R$ 1.500 predominam

Os imóveis com valores mais acessíveis concentraram a maior parte das locações. A faixa entre R$ 751 e R$ 1.000 respondeu por 31,3% dos contratos, seguida pela faixa de R$ 1.001 a R$ 1.250, com 18,8%, e de R$ 1.251 a R$ 1.500, com 12,5%.

Somadas, essas três faixas representam 62,6% das locações registradas pela pesquisa na região.

O seguro-fiança foi a principal garantia utilizada nos contratos, presente em 71,4% das locações. O fiador apareceu em 23,8% e o depósito caução em 4,8%.

Mercado perde força após forte crescimento em junho

A retração de julho ocorre depois de um período de forte crescimento na região. Em junho, as vendas haviam avançado 56,82%, enquanto as locações cresceram 49,39%.

O comportamento ao longo de 2026, no entanto, foi marcado por oscilações. As vendas registraram quedas em janeiro, fevereiro e abril, mas cresceram em março, maio e junho. Nas locações, houve avanços expressivos em janeiro, março, maio e junho.

Com os resultados de julho, Araçatuba e os municípios do entorno encerram o mês com desaceleração, mas ainda apresentam crescimento expressivo no acumulado do ano, especialmente no mercado de locação.

A pesquisa do CRECISP oferece um retrato do comportamento do mercado de imóveis usados nos municípios participantes, com predominância de casas, imóveis fora das áreas centrais e maior concentração de negócios em faixas de preços mais acessíveis.

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