Meta atribui queda no alcance de conteúdos de Lula a “falhas técnicas” e nega favorecimento a Flávio Bolsonaro

Meta atribui queda no alcance de conteúdos de Lula a “falhas técnicas” e nega favorecimento a Flávio Bolsonaro

A Meta, empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, justificou que oscilações e “problemas técnicos” no funcionamento de seus sistemas foram a causa do menor alcance registrado em publicações da campanha do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao mesmo tempo, a gigante de tecnologia norte-americana negou veementemente as acusações da coligação petista sobre um suposto favorecimento deliberado às postagens do adversário Flávio Bolsonaro (PL), assegurando que cumpre rigorosamente as diretrizes da legislação eleitoral brasileira e garante tratamento isonômico a todos os postulantes ao pleito.

A controvérsia ganhou desdobramentos institucionais após a equipe jurídica do PT acionar formalmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A campanha alega suspeitas de interferência no processo eleitoral com base em levantamentos internos que apontam que a conta do candidato do PL obteve média de engajamento quase três vezes superior à de Lula nas redes sociais, mesmo possuindo um número menor de seguidores. Diante da provocação, o TSE fixou um prazo de 48 horas para que a Meta preste esclarecimentos detalhados sobre o funcionamento de seus algoritmos e comprove se os erros sistêmicos reportados afetaram simultaneamente outros anunciantes e perfis políticos na plataforma.

O episódio recoloca no centro do debate eleitoral a discussão sobre a governança de dados, transparência e regulação de big techs durante pleitos democráticos. O tema ecoa controvérsias internacionais históricas do mercado de tecnologia, como o escândalo da consultoria Cambridge Analytica nas eleições norte-americanas de 2016 e as subsequentes multas bilionárias aplicadas por órgãos reguladores internacionais sobre o uso indevido de dados e a falta de clareza nas políticas de privacidade de grandes corporações de mídia digital.

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Com informações de: Região Noroeste

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