Operação “Colateral” prende dois por venda ilegal de canetas emagrecedoras em Santa Fé do Sul

Polícia Civil apura entrada clandestina de produtos do Paraguai e alerta para riscos à saúde causados por medicamentos sem controle sanitário.

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (11) a Operação “Colateral” em Santa Fé do Sul (SP) e prendeu duas pessoas suspeitas de comercializar canetas emagrecedoras e substâncias anunciadas como tirzepatida de forma irregular.

A investigação começou há pouco mais de um mês e identificou que os produtos eram trazidos clandestinamente do Paraguai, sem fiscalização sanitária e sem garantia de procedência. Segundo a polícia, os investigados utilizavam redes sociais para divulgar e ampliar as vendas no mercado informal.

Mandados e apreensões

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Nos locais, os agentes recolheram medicamentos, dispositivos injetáveis, embalagens, celulares e registros de comercialização, que devem auxiliar na identificação da cadeia de fornecimento.

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A operação foi coordenada pelos delegados Higor Vinícius Nogueira Jorge, Marcelo Sales França e Matheus Arnaldo Pereira da Silva, com apoio de equipes da CPJ de Santa Fé do Sul, além da DISE, DIG e da Delegacia Seccional de Jales.

Riscos à saúde e enquadramento penal

De acordo com a Polícia Civil, a falta de rastreabilidade dos produtos representa risco à saúde pública. Há incerteza sobre a composição, a concentração das substâncias e as condições de fabricação e armazenamento, especialmente em casos que exigem refrigeração e controle de temperatura.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem alertado para a compra de medicamentos em canais informais e já determinou a apreensão de produtos irregulares anunciados como tirzepatida.

No âmbito criminal, os investigados podem responder por contrabando e por falsificação ou adulteração de produto terapêutico ou medicinal, crime previsto no Código Penal e considerado hediondo.

A Polícia Civil orienta que medicamentos sejam adquiridos apenas em estabelecimentos regularizados e com prescrição quando necessária, evitando riscos decorrentes do uso de produtos clandestinos.

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