Os contratos futuros do ouro fecharam o dia em desvalorização, influenciados pelo fortalecimento da moeda norte-americana e pelo avanço nas taxas de rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Os juros de longo prazo dos Treasuries atingiram as máximas em 24 anos diante de riscos inflacionários elevados.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega programada para outubro recuou 1,09%, cotado a US$ 4.113,80 por onça-troy. Com esse resultado, o metal acumula queda de mais de 20% desde o fim de fevereiro, período marcado pelo início do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Pressões estruturais e geopolítica
De acordo com nota do UBS, o movimento verificado nos Treasuries reflete fatores cíclicos e estruturais conjugados. No cenário externo, o conflito no Oriente Médio não apresenta sinais de encerramento iminente, mantendo o barril do petróleo Brent negociado em torno de US$ 100. O banco também apontou que a recomposição de posições de fundos de hedge ajudou a ampliar a volatilidade das negociações.
Conforme avaliou o UBS, “A forte atividade econômica dos Estados Unidos e o aumento na emissão de dívida por ‘hyperscalers’ para financiar a expansão da inteligência artificial (IA) contribuíram para a pressão de alta nos rendimentos, em um contexto de déficits fiscais persistentes”.
Expectativas para os juros do Federal Reserve
Em relação às decisões do Federal Reserve (Fed), dirigentes do banco central norte-americano já vinham reduzindo a probabilidade de uma elevação imediata nas taxas. No momento, investidores atribuem uma probabilidade de menos de uma em cinco para uma alta na reunião de outubro, patamar inferior aos cerca de 40% registrados na semana passada, embora ainda prevejam aumentos futuros.
Para o encontro de dezembro, o mercado financeiro precifica 68% de chance de um reajuste para cima na taxa de juros dos Estados Unidos.
Com informações de: Valor Econômico










