O pastor A.S.S.Z., de 47 anos, tentou pagar a conta de um motel em Catanduva, a cerca de 60 km de Rio Preto, antes de deixar o estabelecimento de carro e danificar o portão na saída. A situação ocorreu após um homem morrer dentro de uma suíte, na noite de segunda-feira (12/10), ferido de Nossa Senhora Aparecida. Os detalhes foram relatados à Polícia Civil pela mulher de 26 anos que também estava no local.
Segundo o depoimento, A.L.A.C. afirmou que Fabricio Augusto Das Neves, de 33 anos, consumiu bebidas alcoólicas e drogas na companhia dela e do pastor. A jovem declarou que a cocaína teria sido oferecida pelo religioso. A causa da morte ainda será determinada por exame necroscópico.
À polícia, A. contou que conhecia Fabricio havia aproximadamente 15 dias e mantinha encontros casuais com ele. Conforme o relato, os três chegaram ao motel por volta das 18h, em um carro, e seguiram para uma suíte.
Durante a permanência no quarto, o grupo consumiu álcool, maconha e cocaína. Em determinado momento, Fabricio disse que não estava se sentindo bem e foi ao banheiro. Depois, voltou ao ambiente, sentou-se em uma cadeira e recusou o convite da mulher para se juntar a ela e ao pastor.
Mais tarde, ele retornou ao banheiro alegando novamente estar passando mal. A jovem, que pretendia ir embora, recolheu seus pertences e foi esperar no carro.
Mulher acionou o Samu
Ainda de acordo com o depoimento prestado à Polícia Civil, a mulher ouviu barulhos vindos da suíte e voltou para verificar o que estava acontecendo. Ao entrar no quarto, encontrou o pastor tentando socorrer Fabricio.
Segundo a versão apresentada por ela, o homem apresentava sinais de convulsão e expelia água e espuma pela boca. A jovem relatou que apoiou a cabeça dele em seu colo e percebeu que sua pele estava arroxeada. Em seguida, utilizou o celular da própria vítima para chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Nesse intervalo, conforme o relato, o pastor disse que precisava sair do motel. Ele tentou acertar a conta, mas foi impedido pelos funcionários. Na sequência, deixou o local com o veículo, atingindo e danificando o portão do estabelecimento durante a saída. No depoimento, a jovem relatou que A. disse que não poderis permanecer no motel por ser pastor.
A equipe do Samu realizou manobras de reanimação, mas Fabricio morreu ainda na suíte. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil de Catanduva investiga as circunstâncias da morte. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita, dano, fraude processual, outras fraudes e porte de drogas para consumo pessoal.
A reportagem procurou as defesas do pastor A.S.S.Z. e da mulher envolvida no caso para comentar os fatos. O espaço permanece aberto para manifestações.
Com informações de: Gazeta de Rio Preto










