Petróleo fecha sem direção única com liberação de reservas e queda nos estoques dos EUA

Petróleo fecha sem direção única com liberação de reservas e queda nos estoques dos EUA

Os contratos futuros do petróleo fecharam em direções opostas nesta quinta-feira (15), dando continuidade a um movimento de descolamento que tem sido visto nos últimos dias. O Brent, usado como a referência mundial, terminou o dia em queda, enquanto o WTI, o parâmetro para o mercado dos EUA, teve firme alta. A diferença entre ambos os contratos tem aumentado, à medida que o transporte de petróleo americano se tornou mais barato, estimulando a demanda.

No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em dezembro teve queda de 0,13%, cotado a US$ 105,92 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com vencimento em novembro subiu 3,03%, a US$ 97,97 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

O levantamento semanal de estoques de petróleo nos Estados Unidos feito pelo Departamento de Energia (DoE) mostrou uma queda de 8,6 milhões de barris, contrariando a estimativa média dos analistas consultados pelo Wall Street Journal, que apontava para uma alta de 100 mil. Os números refletem, em grande parte, a interrupção da produção na costa americana do Golfo do México por conta de um furacão, e contribuíram para impulsionar os preços do WTI nesta quinta-feira.

Anúncios

As notícias de que os EUA estudam flexibilizar algumas sanções contra petroleiros, em uma tentativa de reduzir os custos de frete, também impulsionam o petróleo americano, que precisa percorrer distâncias maiores para chegar aos mercados europeus.

Por outro lado, o anúncio de que os países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram em liberar mais de 20 milhões de barris de diesel ao mercado contribuiu para aliviar o avanço dos preços, em especial do Brent. A AIE também se comprometeu em disponibilizar os 100 milhões de barris restantes da liberação de reservas comunicada em março.

Plataforma de petróleo da bp no Golfo do México
Divulgação/bp

Com informações de: Valor Econômico

Anúncios

Compartilhe:

Facebook
Twitter
WhatsApp