Petróleo fecha em queda com avanço da oferta no Oriente Médio

Brent fechou a US$ 100,20 e WTI a US$ 88,28; exportações do Golfo Pérsico superaram níveis registrados antes da guerra
Petróleo recua com recuperação da oferta no Oriente Médio

Os contratos futuros do petróleo fecharam o dia em desvalorização no mercado internacional, influenciados pelo aumento na produção e nos embarques procedentes do Oriente Médio. Nas últimas semanas, o volume exportado pela região se aproximou dos patamares observados antes do início dos conflitos armados, mesmo com o registro de novos ataques nas imediações.

Na Intercontinental Exchange (ICE), a cotação do petróleo Brent com entrega prevista para dezembro teve baixa de 0,38%, negociada a US$ 100,20 por barril. Paralelamente, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de WTI voltado para novembro apresentou recuo de 1,30%, cotado a US$ 88,28.

Fluxo de exportações e pressão no mercado

A trajetória de queda ocorreu após um início de dia em alta. Mais cedo, os preços subiam estimulados por relatos de ataques iranianos contra petroleiros perto do Estreito de Ormuz, novas ofensivas promovidas pelos houthis na Arábia Saudita e paralisações operacionais no Golfo do México provocadas por tempestades. Apesar desses fatores, a recomposição do fornecimento global predominou.

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De acordo com apontamento do Commerzbank, fundamentado em dados da empresa de análise Kpler, as exportações de petróleo do Golfo Pérsico, sem contabilizar o Irã, alcançaram 18,3 milhões de barris diários na última semana de setembro, superando o patamar anterior à guerra. Já a empresa Vortexa calcula o fluxo em quase 19 milhões de barris por dia, englobando derivados. O movimento de alta na oferta foi impulsionado pela Arábia Saudita, enquanto Kuwait e Iraque também reportaram melhora na situação.

Apesar do recuo nas cotações, analistas avaliam que o movimento de baixa não deve se sustentar no médio prazo. Em nota, o ING destacou a cautela necessária diante das tensões: “A única maneira de os preços caírem de forma sustentável é se os riscos persistentes forem resolvidos. Por enquanto, o mercado provavelmente permanecerá apreensivo com qualquer potencial interrupção no fornecimento”.

Com informações de: Valor Econômico

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