Polícia e Cetesb investigam mortandade de peixes em Meridiano após rompimento de tubulação de usina

Suspeita é que o vazamento de vinhaça tenha contaminado o Rio São José dos Dourados. Episódio ocorre a poucos dias do início da Piracema, período de reprodução dos peixes.
Peixes apareceram mortos às margens no rio em Meridiano (SP) — Foto: David Santos/TV TEM

A Polícia Ambiental e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) investigam a morte de grande quantidade de peixes no Rio São José dos Dourados, em Meridiano (SP). O caso veio à tona após pescadores denunciarem a presença de peixes mortos às margens e na superfície do rio desde a última sexta-feira (24).

Durante vistorias realizadas no fim de semana, técnicos da Cetesb constataram o rompimento de uma tubulação pertencente a uma usina de álcool e açúcar, levantando a suspeita de que o incidente tenha provocado o despejo de vinhaça — subproduto da cana-de-açúcar — no leito do rio. O material, ao entrar em contato com a água, consome o oxigênio dissolvido, o que pode causar a asfixia e morte dos peixes.

O vereador Cleomar Faria Gonçalves, conhecido como “Pombinha”, esteve no local e registrou centenas de peixes mortos e outros agonizando devido à baixa oxigenação da água. “É uma cena triste, ver o rio tomado por peixes mortos em pleno início da época de reprodução”, lamentou.

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Em nota, a Cetesb informou que coletou amostras da água para análises laboratoriais, que deverão confirmar ou descartar a hipótese de contaminação por vinhaça. A Polícia Ambiental também acompanha o caso e encaminhou relatórios ao Ministério Público.

A COFCO International, usina apontada como responsável pelo rompimento da adutora, reconheceu o incidente ocorrido na sexta-feira (24), mas alegou que o problema foi rapidamente contido e não pode ser relacionado à mortandade, que segundo a empresa, já vinha sendo observada desde o dia 15 de outubro. A companhia afirma estar colaborando com as autoridades e acompanhando as investigações.

O episódio ocorre a poucos dias do início da Piracema, período de reprodução dos peixes, que começa em 1º de novembro. O momento agrava a preocupação ambiental, já que a contaminação pode comprometer o ciclo natural das espécies e o equilíbrio ecológico da região.

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