Polícia investiga golpe do falso funcionário do Google

A Polícia Civil de Santa Fé do Sul investiga um golpe que tem sido cada vez mais comum: criminosos se...

A Polícia Civil de Santa Fé do Sul investiga um golpe cada vez mais comum: criminosos se passam por funcionários do Google para extorquir dinheiro de empresários locais. Os golpistas utilizam táticas convincentes, explorando a falta de conhecimento sobre os serviços e políticas da plataforma.

Como o golpe funciona

Segundo o delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge, da Central de Polícia Judiciária de Santa Fé do Sul, os criminosos entram em contato com as vítimas por meio de ligações telefônicas e mensagens no WhatsApp.

“Eles se apresentam como funcionários do Google e convencem os empresários de que é necessário pagar uma taxa para manter a visibilidade do negócio nas buscas online”, explica o delegado. “A pressão psicológica e a promessa de ampliação da visibilidade chamam a atenção das vítimas, e muitos acabam cedendo por medo de perder clientes.”

O esquema é elaborado e explora o desconhecimento das vítimas sobre os serviços gratuitos oferecidos pelo Google, como o Google Business Profile (antigo Google Meu Negócio). Os golpistas alegam que, devido à descontinuidade do Google Meu Negócio, os dados da empresa foram removidos e que seria necessário pagar uma taxa anual de R$ 399 para uma suposta “migração” para o Google Perfil de Empresas.

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Para dar credibilidade ao golpe, os criminosos oferecem vídeos promocionais e jingles, afirmando que foram criados pela equipe oficial do Google.

A sofisticação do golpe

Nos casos ocorridos em Santa Fé do Sul, a empresa golpista parece realmente realizar uma “migração”, fornecendo fotos e vídeos para melhorar a visibilidade do perfil das empresas. No entanto, é essencial destacar que esses serviços não são oferecidos pelo Google, mas sim por uma entidade sem qualquer vínculo com a empresa.

Os golpistas ainda distribuem um “selo oficial”, que deveria ser afixado em locais visíveis, como vitrines ou recepções, alegando que seria necessário para uma suposta fiscalização do Google.

Essa estratégia visa criar uma falsa sensação de legitimidade, urgência e exclusividade, pressionando os empresários a aderirem ao esquema fraudulento por medo de perder clientes ou sofrer sanções inexistentes.

Promessas falsas dos golpistas

Os criminosos oferecem aos empresários diversos serviços supostamente exclusivos, incluindo:

✅ Implementação de IA com tecnologia Gemini
✅ Atualizações no Google Street View, com fotos em 360º e tours virtuais
✅ Estratégias avançadas de SEO, para atrair mais clientes
✅ Garantia de posições privilegiadas nos resultados de busca
✅ Ampliação do alcance da empresa em mais de 100 km, devido a uma suposta atualização da geolocalização

No entanto, o Google não cobra nenhuma taxa para manter ou otimizar perfis no Google Business Profile. Todas as ferramentas básicas são gratuitas, e a empresa não exige qualquer pagamento para atualizações ou migrações.

Dicas para evitar o golpe

O delegado Higor Jorge orienta os empresários sobre como se proteger contra fraudes digitais:

🔹 Verifique a autenticidade da comunicação nos canais oficiais do Google, como a Central de Ajuda.
🔹 Desconfie de contatos não solicitados, especialmente os que pedem pagamentos urgentes.
🔹 Nunca forneça informações confidenciais, como senhas ou dados bancários, por telefone ou mensagem.
🔹 Oriente seus funcionários a sempre consultar o proprietário antes de qualquer decisão sobre serviços online.
🔹 Utilize ferramentas de segurança digital, como antivírus e firewalls, para proteger seus dispositivos.

Como denunciar

“A colaboração da comunidade é essencial para combater esse tipo de crime”, enfatiza o delegado.

Empresários que realizaram pagamentos acreditando estar lidando com funcionários do Google podem procurar a Central de Polícia Judiciária para prestar depoimento.

Para denunciar fraudes digitais:

📌 Registre um boletim de ocorrência na Delegacia mais próxima ou na Delegacia Eletrônica.
📌 Forneça o máximo de detalhes, incluindo prints de conversas, áudios, vídeos e números de telefone utilizados pelos golpistas.

Fonte: A Tribuna

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