Os principais suspeitos de envolvimento nas mortes de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram presos temporariamente nesta terça-feira (18). Eles são membros da mesma família.
Os quatro foram identificados pela polícia como Antônio Buscariollo (pai), Paulo Ricardo Costa Buscariollo (filho), Carlos Henrique Buscariollo (filho) e Carlos Eduardo Buscariollo (filho). No início das investigações, apenas os nomes de Antônio e Paulo foram divulgados como suspeitos. Os dois estavam foragidos há mais de um ano e foram incluídos na lista vermelha de procurados da Interpol.
➡️ Entenda o caso: No dia 4 de agosto de 2025, Robishley, Rafael e Diego viajaram de São José do Rio Preto (SP) a Icaraíma (PR) para encontrar Alencar e cobrar uma dívida de R$ 255 mil da família Buscariollo. Os quatro foram vistos pela última vez um dia depois e passaram a ser considerados desaparecidos. Os corpos foram encontrados após mais de um mês de buscas, enterrados em um bunker.
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Antônio Buscariollo tem 67 anos. Ele tem antecedente criminal por posse ilegal de arma de fogo e foi candidato a vereador nas eleições municipais de 2024 pelo PSD. Ele e a família eram donos de um pesqueiro em Icaraíma, no Noroeste do Paraná.
Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22 anos, não possui antecedentes criminais. Ele e o pai foram presos nesta terça-feira em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP).
Carlos Henrique Buscariollo foi encontrado em Santa Bárbara do Oeste (SP). A polícia o aponta como a pessoa que administrava a dívida cobrada e o mandante dos quatro homicídios.
Carlos Eduardo Buscariollo foi preso temporariamente na operação Dry Fall, segundo o Ministério Público de São Paulo. Ele teve a prisão preventiva renovada e permanece preso em São Bernardo do Campo (SP). Carlos Eduardo responde pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico e associação criminosa.
Por meio de nota, a defesa dos suspeitos disse ao g1 que ainda não teve acesso integral ao processo e que tem provas de que Carlos Henrique Buscariollo não estava na cidade na época dos crimes atribuídos à família. Abaixo, leia a resposta da defesa na íntegra.
A polícia acredita que mais pessoas podem estar envolvidas no crime. Entretanto, os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Prisões
No início da manhã desta terça-feira (18), Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, pai e filho foragidos há mais de um ano, foram encontrados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP), segundo a Polícia Civil. Os dois tinham os nomes na lista vermelha da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal.
Carlos Henrique Buscariollo, filho de Antônio, também foi preso em Santa Bárbara do Oeste (SP). O terceiro filho, Carlos Eduardo Buscariollo, foi o quarto alvo.
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Segundo a Polícia Civil, os foragidos foram localizados após diversos levantamentos de inteligência policial e monitoramento realizado pela PC-PR.
“Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura. Durante a ação em Rio das Pedras, pai e filho tentaram empreender fuga e foram capturados em meio à mata”, disse o delegado da PCPR Thiago Teixeira, por meio de nota.
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A dívida
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A polícia apurou que as quatro vítimas fariam uma cobrança relacionada à venda de uma propriedade rural por Alencar à família Buscariollo.
O pagamento foi dividido em dez notas promissórias de R$ 25 mil cada, mas nenhuma parcela foi paga. Caso os cobradores conseguissem o pagamento, receberiam metade do valor arrecadado.
Ainda no dia 4 de agosto, todos foram até o distrito de Vila Rica para fazer o primeiro contato com Antônio e Paulo. Nesta ocasião, a polícia apurou que os Buscariollo tentaram ceder uma casa na área urbana da cidade, mas as partes não chegaram a um acordo.
A câmera de segurança de uma panificadora de Icaraíma fez o último registro dos quatro com vida na manhã do dia 5 de agosto.
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Segundo a polícia, por volta das 12h daquele mesmo dia, as vítimas conversaram com familiares pela última vez. Também foi nesta data que a polícia acredita que os quatro homens foram mortos em uma emboscada assim que voltaram à propriedade rural dos suspeitos, por volta das 12h30.
Em 6 de agosto de 2025, a esposa de Robishley procurou a polícia do estado de São Paulo para registrar o desaparecimento do marido e dos amigos dele, sem saber dos homicídios.
O que a defesa diz
O advogado Renan Farah, que representa três dos suspeitos, diz aguardar a audiência de custódia e que possui provas de que Carlos Henrique Buscariollo não teve envolvimento com o caso. Leia na íntegra:
“A qualidade de advogado de Paulo e Antônio Buscariolo vem esclarecer que eles foram presos e passarão agora pela chamada audiência de custódia. É importante explicar que a audiência de custódia não é um julgamento e não serve para declarar alguém culpado ou inocente. É o momento em que o Poder Judiciário analisa a legalidade da prisão e, principalmente, se existia efetiva necessidade de que essas pessoas permaneçam presas durante o andamento do processo.
Também foi preso Carlos Henrique Buscariolo, outro integrante da família. E em relação a este, existe uma circunstância extremamente relevante, que será demonstrada pela defesa. Carlos Henrique sequer se encontrava na cidade na época dos fatos criminosos que estão sendo imputados à família. A defesa possui elementos para demonstrar essa circunstância, e ela será apresentada e comprovada no momento processual adequado.
Nesse momento, o nosso trabalho é assegurar que todos tenham suas garantias constitucionais respeitadas, que as prisões sejam analisadas individualmente e que nenhuma conclusão antecipada seja construída simplesmente em razão da repercussão do caso.
A defesa confia na análise técnica do Poder Judiciário e prestará os demais esclarecimentos, conforme o processo avançar.
Agora não tem mais desculpa para nós termos acesso integral ao processo, uma vez que já foram presos e não tem mais motivo para a defesa saber por que foram e quais circunstâncias, quais provas, trouxeram a sua prisão. Sem mais.”










