A concessionária ferroviária Rumo foi autuada 56 vezes nos últimos cinco anos por incêndios registrados às margens da linha férrea na região de São José do Rio Preto (SP). As infrações, aplicadas pela Polícia Ambiental, somam R$ 6,5 milhões em multas.
De acordo com o órgão, foram 13 ocorrências no período, que resultaram na destruição de cerca de 2.151 hectares de vegetação. Embora não exista uma lei federal que obrigue a criação de aceiros ferroviários — faixas de terreno limpas usadas para conter o avanço do fogo —, a manutenção dessas áreas é exigida pelos órgãos ambientais responsáveis.
Os aceiros são considerados fundamentais na prevenção de incêndios, pois funcionam como barreiras naturais que impedem a propagação das chamas. A responsabilidade pela manutenção das faixas de segurança é da administradora da malha ferroviária.
No início de outubro, um novo incêndio foi registrado próximo à linha férrea em Bálsamo (SP). Segundo a Polícia Ambiental, o fogo teria começado após uma faísca durante serviços de manutenção realizados por funcionários da Rumo. As chamas se alastraram rapidamente devido às condições climáticas e atingiram cerca de 180 hectares de vegetação e canavial.
Dias depois, outro incidente envolvendo a concessionária foi registrado em Jales (SP). Onde, duas locomotivas e três vagões de um trem carregado com celulose descarrilaram. A carga seguia para o porto de Santos (SP) e, segundo o Corpo de Bombeiros, um princípio de incêndio atingiu a vegetação próxima à ferrovia. Ninguém ficou ferido.










