O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente a atuação do governo brasileiro no combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). As declarações foram formalizadas no relatório anual sobre o narcotráfico global enviado ao Congresso norte-americano na última terça-feira (15). No documento, o mandatário alegou que as organizações representam uma ameaça à segurança internacional e que o Brasil tem falhado em conter a expansão desses grupos como polos do tráfego internacional de cocaína.
A manifestação ocorre após o governo norte-americano ter classificado o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras em maio deste ano, medida que ampliou o alcance de sanções internacionais contra suspeitos ligados às facções. À época da decisão, autoridades brasileiras rebateram o enquadramento, defendendo que o combate ao crime organizado no país deve ser conduzido de forma soberana pelas forças de segurança nacionais, com apoio da cooperação internacional, sem ingerência estrangeira.
Apesar dos reparos feitos à condução da segurança pública, o Brasil não foi incluído no grupo de países apontados por descumprimento formal de acordos antidrogas, lista que reuniu nações como Bolívia, Colômbia e Venezuela. O relatório da Casa Branca combinou cobranças direcionadas ao México e à China com elogios a governos sul-americanos considerados aliados diplomáticos dos Estados Unidos, reforçando a estratégia de pressão política sobre a cadeia global do narcotráfico.










