Câmara de Rio Preto estreia votação eletrônica e aprova oito projetos em sessão

Câmara de Rio Preto estreia votação eletrônica e aprova oito projetos em sessão

A Câmara de Rio Preto estreou nesta terça-feira (20) um novo sistema de votação eletrônica. A partir da implantação, os vereadores passaram a registrar os votos diretamente nos computadores instalados em suas mesas no plenário. Na mesma sessão, oito dos dez projetos previstos na pauta foram aprovados, um veto do Executivo foi rejeitado e uma proposta de resolução teve a votação adiada.

Entre os assuntos analisados pelos parlamentares estavam regras para o pagamento de auxílios aos servidores do Legislativo, medidas relacionadas à proteção animal, a criação de programas municipais e uma proposta de combate à cristofobia. Também entrou em discussão uma mudança no Regimento Interno da Casa que trata da formação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), mas o próprio autor pediu mais tempo para análise.

A implantação do sistema eletrônico marca uma mudança no procedimento de votação em plenário. Com os computadores nas mesas, os parlamentares passam a registrar seus posicionamentos por meio digital, em substituição ao procedimento utilizado anteriormente. A Câmara não informou, nos dados disponibilizados para esta reportagem, se a mudança também prevê a divulgação de um painel com o resultado individual das votações.

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Veto sobre energia solar é rejeitado

Os vereadores rejeitaram o veto total do Executivo ao projeto de autoria de Alex de Carvalho (PSB) que permite a instalação de estruturas destinadas à captação de energia solar fotovoltaica sobre os recuos obrigatórios de imóveis comerciais no município.

A proposta trata do uso de espaços de recuo dos terrenos para a instalação de equipamentos de geração de energia solar. Com a rejeição do veto, o projeto segue os trâmites legislativos previstos para a conclusão do processo.

Auxílios de servidores e proteção animal

Em segunda discussão, foi aprovado o projeto de lei complementar apresentado pela Mesa Diretora que altera a legislação sobre o pagamento de auxílios mensais aos servidores da Câmara. A proposta estabelece regras para impedir a acumulação de auxílios na mesma competência, ou seja, no mesmo período de referência do pagamento.

Também passaram, em segunda discussão, duas propostas relacionadas à proteção animal. O projeto de Alexandre Montenegro (PL) prevê a obrigatoriedade da presença de animais adotados em prédios públicos municipais fechados. Já a proposta de Abner Tofanelli (PSB) institui o Programa Municipal de Incentivo à Visitação ao Zoológico de São José do Rio Preto.

Crédito para a Cultura e conselho de proteção animal

O plenário aprovou, quanto à legalidade, um projeto do Executivo que abre crédito adicional especial de R$ 180 mil no Orçamento Fiscal do município. O recurso será destinado ao Fundo Municipal de Cultura, vinculado à Secretaria Municipal da Cultura, para atender às necessidades orçamentárias da pasta.

Na mesma etapa de tramitação, os vereadores aprovaram a legalidade da proposta de Alexandre Montenegro que cria o Conselho Municipal do Bem-Estar dos Animais (Combea) e o Fundo Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Fumbea). Os instrumentos são voltados à estruturação de políticas públicas para a proteção e o bem-estar dos animais no município.

Projetos sobre saúde mental e cristofobia

Em primeira discussão, foi aprovado o projeto de Jorge Menezes que institui o programa Juventude Saudável, destinado a garantir atendimento e tratamento contra a depressão na infância e na adolescência em toda a rede pública municipal de saúde.

Também passou em primeira discussão o projeto de Luciano Julião (PL) que institui a Política Municipal do Programa de Combate à Cristofobia em Rio Preto.

As duas propostas ainda precisam cumprir as etapas de tramitação legislativa aplicáveis antes de eventual entrada em vigor. A aprovação em primeira discussão, por si só, não significa que as medidas já estejam valendo.

Mudança nas regras para CPIs fica para depois

A votação do projeto de resolução apresentado por Renato Pupo (Avante), que altera o Regimento Interno da Câmara para modificar as regras de formação das Comissões Especiais de Inquérito, foi adiada a pedido do próprio autor.

Pupo solicitou que a proposta volte à pauta após duas sessões. A medida mantém em aberto a discussão sobre os critérios e procedimentos para a constituição das comissões de investigação do Legislativo municipal.

Com informações de: Gazeta de Rio Preto

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