Os dias que antecederam a votação e o encerramento da apuração trouxeram decisões administrativas e definições eleitorais que impactam o cenário político de São José do Rio Preto. Entre os fatos recentes estão um decreto com medidas de contenção de despesas na Prefeitura e a definição dos representantes locais para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e para a Câmara dos Deputados.
Medidas para contenção de gastos públicos
A publicação de um decreto oficial determinou o corte de gastos pelo governo Fábio Candido (PL) para fechar as contas da administração no azul até o fim do ano. A medida foi formalizada diretamente no Diário Oficial, sem anúncio público prévio.
O regulamento determina a diminuição de despesas com viagens, materiais de consumo e impressão, serviços de telefonia, água, energia elétrica, locação de veículos e atividades consideradas não essenciais. No setor de pessoal, a Prefeitura de Rio Preto vetou a realização de novos concursos públicos, nomeações, criação de cargos e a revisão de contratos que impliquem alta de custos até o término do ano. Exceções ocorrem apenas com autorização expressa do prefeito e comprovação de necessidade iminente.
Também no período anterior à votação, a Cooperativa dos Cafeicultores e Citricultores de São Paulo (Coopec) divulgou uma nota pública assinada pelo fundador Francisco Augusto César Serapião Júnior referente a uma ação de usucapião movida pelo município em uma área particular. O processo é conduzido pela Secretaria de Obras, comandada pelo vice-prefeito Fábio Marcondes (PL). Segundo a nota, a ação começou em novembro de 2025, cerca de um mês após uma notificação pedindo a doação da área. Um terreno vizinho pertence a Marcondes, adquirido um ano antes do processo.
Campanha e apuração dos votos
Ainda na fase de campanha eleitoral, Guilherme Derrite (Progressistas), agora eleito senador, fez passagem discreta pela cidade acompanhado do vice-prefeito Marcondes, em roteiro restrito que não passou pelo gabinete municipal.
No domingo de votação, dia 4, um temporal causou atrasos na contagem local, deixando os dados de Rio Preto entre os últimos do Estado a serem totalizados pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os vereadores do município que disputaram as eleições, apenas João Paulo Rillo (PT) foi eleito, ultrapassando Beth Sahão (PT) na reta final da apuração. Com a previsão de deixar a Câmara Municipal em fevereiro do próximo ano, a vaga de vereador deve ser ocupada por Fabiano de Jesus (PSOL). O vereador Bruno Moura (PL), que não se elegeu, usou a tribuna na sessão do dia 6 para comentar o resultado: deixo uma frase do filme Coringa: ninguém nasce mal nessa vida, as pessoas se tornam más porque são enganadas, são iludidas e são usadas. Quem achar que me enganou, que me usou, ainda tenho dois anos de mandato nessa cidade, afirmou.
Balanço dos candidatos e representatividade
A lista dos dez nomes mais votados para deputado estadual no município contou com sete rio-pretenses e um candidato com trajetória política local. Para a Câmara dos Deputados, cinco nomes entre os dez mais votados têm origem na cidade.
O deputado estadual reeleito Itamar Borges (MDB) somou quase 25 mil votos em Rio Preto e quase 135 mil no estado de São Paulo, alcançando o 17º lugar geral. Já Valdomiro Lopes (PSB) também garantiu vaga na Alesp. No mesmo pleito, Coronel Helena Reis (PSD) obteve 4,9 mil votos na cidade e 10.390 no estado, figurando como suplente. Vaz de Lima (Republicanos) somou 17,1 mil votos no município, mas não foi eleito.
Na corrida para deputado federal, Edinho Araújo (PRD) garantiu mandato ao obter quase 54,5 mil votos, ficando com a 69ª vaga da bancada paulista após migrar do MDB para o PRD. Lucas Pavanato (PL), o candidato a deputado federal mais votado no Estado em 2026, também liderou a votação em Rio Preto, onde contou com o apoio de campanha do vereador Felipe Alcalá (PL). Danilo Campetti (Republicanos) ampliou sua votação em relação a 2022, enquanto Paulo Bilynskyj (PL) somou mais de 90 mil votos gerais, sendo superior a 12 mil na cidade.
Por sua vez, Eleuses Paiva Filho (PSD) alcançou mais de 88 mil votos e terminou como segundo suplente. A médica Merabe Muniz (Avante) superou a marca de 4,6 mil votos na cidade, mas o partido não atingiu o quociente partidário e sua candidatura foi impugnada.
Com informações de: Gazeta de Rio Preto










