Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 23 de outubro

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 23 de outubro

Reta final: valendo

O último fim de semana de campanha eleitoral do 2º turno das eleições presidenciais mostrou que ainda tem muita gente mobilizada para tentar convencer alguém a mudar o voto ou só fazer um barulho mesmo. Eleitores da direita e da esquerda tomaram as ruas de Rio Preto em manifestações, mostrando que a polarização só tende a piorar, independentemente do resultado das urnas. Pelo menos os grupos não se encontraram.

Lado da direita

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Sob o comando do prefeito Fábio Candido (PL), bolsonaristas seguiram o chamado e mobilizaram carros, bicicletas, motos, cavalos, tratores e até um trio elétrico. À frente da organização, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Welber, e a secretária de Agricultura, Carina Ayres, que até levou o plantel particular de cavalos para o evento e emprestou um dos animais à sucessora de Welber na pasta, Cláudia Bassitt.

Lado da esquerda

Do outro lado, seguindo o chamado do movimento “Vira Voto”, eleitores da esquerda foram para as ruas. A concentração foi na parte da tarde e na frente da Prefeitura. Claro que não faltaram manifestações de apoio ao candidato à reeleição Lula (PT), mas também é bem verdade que não faltou o “Fora Coronel” e outros gritos de ordem que fizeram questão de relacionar o prefeito de Rio Preto ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Ela vem

Passadas as manifestações nas ruas, é hora de recuperar o fôlego para a verdadeira reta final. Para esta sexta-feira (23), o diretório municipal do PT, na figura do presidente Carlos Alexandre, garantiu que a deputada federal reeleita pelo PSOL, Erika Hilton, volta à cidade. Ela, que esteve aqui antes do primeiro turno em campanha própria, não deixou de fazer sua parte, mas agora volta com foco total. O ato para convertidos será no Vasco.

Ele não vem

Apesar das cobranças, Flávio Bolsonaro não passou por aqui no primeiro turno e não vai passar antes do segundo. No final de setembro, era certo que ele não viria para um ato de campanha. Lula veio e a cobrança da direita ficou grande, mas passou rápido. Antes das eleições, o então candidato a deputado estadual, e agora eleito, Danilo Campetti (Republicanos), chegou a dizer que haveria a chance de Flávio aparecer. Não veio.

Esforçado

Campetti bem que tentou. O objetivo do deputado eleito era trazer Flávio e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), então candidato à reeleição, antes do primeiro turno. No entanto, em entrevista ao podcast da Revista Perfil Business, antes das eleições, Campetti disse que trabalhava para trazer ambos em uma agenda no segundo turno, já tendo como inviável antes do primeiro turno. Pelo jeito, não conseguiu convencer.

Maomé foi à montanha

Mesmo sem Tarcísio e Flávio passarem por aqui, os apoiadores deram um jeitinho de demonstrar apoio. O próprio Campetti fez questão de participar do último ato público de campanha de Flávio em território paulista, em Guarulhos. Segundo o deputado eleito, foi o próprio Tarcísio que o procurou, um dia depois do primeiro turno, para a missão de trabalhar na campanha de Flávio. Campetti ainda chamou Tarcísio de “padrinho político”.

Sumiu

Eleuses Paiva, o secretário estadual de Saúde, sumiu depois que veio à tona a história de que ele teria pedido para deixar o governo Tarcísio II. Eleuses estava indo bem na pasta, conquistou avanços e tinha tudo para ficar. No entanto, segundo o site Metrópoles, ele pediu para sair. A informação foi divulgada na semana passada e ainda não se concretizou. Por aqui, o assunto já tomou as rodas de conversas políticas.

O motivo

As principais especulações em torno do motivo da saída de Eleuses do governo do Estado tratam de assuntos relacionados ao próprio Tarcísio. Dizem que Eleuses, último homem no governo do cacique do PSD, Gilberto Kassab, estaria de saída depois que o partido deixou de apoiar o governador. Outros preferem dizer que Eleuses estaria sofrendo pressão para deixar a pasta, acusado de apoiar a candidatura do filho a deputado federal.

A real

Eleuses, de fato, apoiou a candidatura do filho, Eleuses Paiva Filho, e apostava que o jovem teria sucesso. De certa forma, Eleuses Filho foi bem. Obteve mais de 88 mil votos e a primeira suplência do partido. No entanto, ficou de fora e depende de uma articulação política para assumir o mandato. Se isso vai acontecer, por enquanto só resta a dúvida. Eleuses, o pai e ainda secretário, não atende ao telefone nem responde mensagens.

Esquentou

O clima voltou a esquentar na Câmara entre os vereadores. Eles, que ficaram quietos durante o primeiro turno, resolveram que agora vão permanecer no barco do prefeito. Durante os atos do último domingo, ataques gratuitos a deputados eleitos foram divulgados desnecessariamente. Depois vai aparecer vereador para cobrar estes mesmos deputados sobre favorecimento da cidade junto aos governos estadual e federal.

O novo aliado

Jean Dornelas (MDB), que até então era uma incógnita dentro da Câmara, se mostrou um defensor ferrenho do prefeito. Praticamente assumindo o papel de líder do governo no Legislativo, o vereador partiu para a defesa dos atos de governo e, além de integrar o grupo que votou contrário à Comissão Processante contra Fábio Candido, ainda tomou à frente na defesa do projeto de venda de dívida, durante a sessão de quinta-feira (22).

Mudando

Dornelas começou a abandonar a oposição antes mesmo de receber os primeiros afagos públicos do prefeito. Fábio Candido creditou ao vereador a articulação sobre o que chamou de “congelamento” da Planta Genérica de Valores, em fevereiro. Logo depois, Dornelas entrou em rota de colisão com o ex-prefeito e deputado federal eleito Edinho Araújo (PRD) e caiu nas graças do governo municipal. Agora ele fala em nome do governo.

Novas eleições

Resta saber se, depois de tanta defesa, Dornelas pode ser o próximo queridinho do governo e ganhar a indicação para presidente da Câmara. As eleições da Mesa Diretora estão chegando e não faltam nomes. O prefeito tem duas dívidas: Anderson Branco (Progressistas), que deixou a Secretaria de Governo pelo apoio, e Paulo Pauléra (Progressistas), que aceitou ser vice de Luciano Julião (PL) para depois ter o apoio.

Candidatos

Além dos dois, já colocados como candidatos, ainda tem Rossini Diniz (MDB), que já tem o apoio declarado de Jorge Menezes (PSD), mas ainda não tem a garantia de apoio do governo, e Bruno Marinho (PSB), que já demonstrou ter interesse em comandar o Legislativo. Lógico que a oposição também deve lançar um nome, mesmo que seja só para fazer barulho. Alexandre Montenegro (PL) deve ser o nome do contraponto.

Com informações de: Gazeta de Rio Preto

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