Expresso Itamaraty vira alvo de ação após cidades ficarem sem transporte regional

Ação Civil Pública cobra do Estado de São Paulo solução para cidades que ficaram sem atendimento após abandono das linhas pela Expresso Itamaraty

A Justiça concedeu liminar na Ação Civil Pública nº 4000261-08.2026.8.26.0414 determinando providências para o restabelecimento do transporte intermunicipal em cidades do Noroeste Paulista que ficaram sem atendimento regular após a interrupção das linhas operadas pela Expresso Itamaraty.

O caso envolve os municípios de Palmeira d’Oeste, São Francisco, Marinópolis, Aparecida d’Oeste e Suzanápolis. Segundo a ação, desde 2022 a população enfrenta dificuldades diárias para se deslocar entre as cidades da região, principalmente para trabalho, estudos, tratamentos de saúde e acesso a serviços bancários e administrativos.

A representação apresentada ao Ministério Público apontou que a empresa justificou o encerramento das operações alegando inviabilidade econômica da linha. Mesmo assim, o processo sustenta que o transporte coletivo intermunicipal é um serviço público essencial e não poderia ser simplesmente abandonado sem alternativa adequada por parte do Estado.

Anúncios

Documentos anexados ao procedimento mostram que a própria Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo, a ARTESP, confirmou que a linha teve baixa demanda após o período da pandemia e que a empresa pediu a paralisação do serviço.

No entanto, a agência também informou que realizou quatro chamamentos públicos para tentar encontrar uma nova operadora, mas nenhum deles teve interessados.

A Prefeitura de São Francisco relatou ao Ministério Público que a interrupção afetou principalmente estudantes, trabalhadores e aposentados que dependiam da linha para acessar municípios vizinhos, especialmente Jales.

O município ainda afirmou que precisou contratar transporte terceirizado para minimizar os impactos causados pela ausência do serviço regular.

Já a ARTESP reconheceu oficialmente que a linha 8982 acabou descontinuada por questões operacionais e econômicas.

Com a concessão da liminar, o processo agora avança para exigir que o Estado apresente medidas concretas para restabelecer o atendimento regional e evitar que a população continue dependendo de soluções improvisadas para se locomover entre os municípios.

Anúncios

Compartilhe:

Facebook
Twitter
WhatsApp