O uso de medicamentos como tirzepatida e semaglutida exige atenção além da perda de peso. Alimentação, hidratação, recuperação e treino precisam acompanhar as mudanças provocadas pelo tratamento.
Com o crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras, muitas pessoas concentram a atenção apenas nos números da balança. No entanto, a perda de peso também pode exigir adaptações na rotina de exercícios, especialmente nos treinos de força.
Segundo a educadora física Eliz Vessoni, em entrevista ao Metrópoles, não é necessário abandonar ou reduzir automaticamente os exercícios. A adaptação depende da resposta de cada pessoa ao tratamento.
Nas primeiras semanas ou após o aumento da dose, por exemplo, sintomas como fraqueza, náusea e fadiga podem exigir uma redução temporária no volume ou na intensidade dos treinos.
A atenção à musculação é importante porque a perda de peso pode envolver também redução de massa magra. Embora o termo não se refira exclusivamente aos músculos, a preservação da musculatura deve ser um dos objetivos durante o processo de emagrecimento.
A alimentação também influencia diretamente o desempenho. Uma redução excessiva da ingestão calórica pode provocar cansaço, queda no rendimento e pior recuperação após os exercícios.
Além disso, náuseas, vômitos e outros desconfortos gastrointestinais podem dificultar a alimentação e a hidratação, dois fatores importantes para quem mantém uma rotina de treinos.
Quem perceber queda persistente no rendimento, fraqueza ou dificuldade de recuperação após iniciar ou aumentar a dose da medicação deve procurar os profissionais responsáveis pelo acompanhamento. Nem sempre a resposta será simplesmente treinar menos. Pode ser necessário ajustar a alimentação, a ingestão de proteínas, a hidratação, a organização dos treinos ou a própria progressão do tratamento.
Como orientação geral, a especialista recomenda musculação de duas a três vezes por semana, trabalhando os principais grupos musculares e com progressão adequada de cargas e estímulos.
Os exercícios aeróbicos podem complementar a rotina, com opções como caminhada, bicicleta, corrida ou natação. A intensidade e a duração devem respeitar o condicionamento e a resposta individual.
Mais do que buscar uma divisão fixa entre musculação e exercícios aeróbicos, o foco deve estar em três pontos: manter o estímulo muscular, garantir alimentação adequada e permitir recuperação suficiente.
As canetas emagrecedoras não substituem exercícios, alimentação equilibrada ou acompanhamento profissional. O treino durante o tratamento deve ser adaptado à resposta de cada pessoa.
Com informações do Metrópoles.










