Pesquisa do IBGE revela infraestrutura urbana de Fernandópolis: pavimentação e arborização em destaque; calçadas acessíveis ainda um desafio

Dados da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, parte do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de...

Dados da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, parte do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), traçam um panorama da infraestrutura urbana de Fernandópolis (SP). O levantamento aponta que 99,3% dos moradores residem em ruas pavimentadas e 95,2% têm ao menos uma árvore em sua rua.

A pesquisa do IBGE, realizada em áreas urbanas e em concentrações com características urbanas, também revela desigualdades no município. Apesar da alta porcentagem de vias pavimentadas, apenas 1,9% da população tem acesso a ciclovias e somente 15,9% dispõem de calçadas sem obstáculos como vegetação, placas, degraus e buracos, indicando que 84,1% das calçadas apresentam algum tipo de impedimento para pedestres. A acessibilidade também é um ponto de atenção, com apenas 8% das calçadas possuindo rampas, muitas delas localizadas no centro e fora dos padrões técnicos.

No quesito arborização, apesar do programa municipal “Disque Árvore”, quase 5% das vias públicas de Fernandópolis ainda não possuem árvores plantadas. Um plano ambicioso lançado em 2020, com meta de plantar 50 mil árvores até 2031 para equilibrar a cobertura arbórea, busca reverter essa situação. Um inventário da Secretaria do Meio Ambiente identificou bairros com alta cobertura vegetal (acima de 30 m² de área verde por habitante) e outros com cobertura inferior a 1 m². Dos bairros estudados, apenas oito apresentam cobertura arbórea superior a 20%, com o Condomínio Brasitália liderando com 34,2%. Dezoito bairros possuem cobertura abaixo de 5%, sendo a situação mais crítica no Parque Universitário, com apenas 0,4%.

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A pesquisa do IBGE indica que, embora 95,2% das vias públicas da cidade possuam ao menos uma árvore, Fernandópolis ainda precisa avançar no programa de cobertura arbórea urbana para melhorar o conforto térmico da população, especialmente na área central, que sofre com o fenômeno das ilhas de calor. A título de comparação, Rio Preto, que se destaca nacionalmente pela arborização de suas ruas, possui um índice de 97,3%.

Fonte: Região Noroeste

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