Polícia prende costureira em Rio Preto por suspeita de manter funcionários em condição análoga à escravidão

Prisão ocorreu na noite de quarta-feira (5). Funcionários alegaram à polícia que são impedidos de sair por causa de dívida contraída após a compra de uma televisão e de um frigobar.

Uma costureira de 32 anos foi presa em flagrante na noite de quarta-feira (5) suspeita de manter pelo menos três famílias de bolivianos em condição análoga à de escravo, com pouco salário, proibição de sair por dívidas e comida limitada em uma confecção em São José do Rio Preto (SP).

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por meio de uma denúncia de trabalho escravo e cárcere privado no local, no bairro Santo Antônio.

Três funcionários que estavam na confecção disseram à polícia que são impedidos de sair pela dívida contraída após a compra de uma televisão e de um frigobar, e que recebem pouco se comparada à quantidade de trabalho desenvolvido.

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Conforme apurado pela reportagem, são seis adultos que atuavam na confecção, sendo uma gestante. As famílias foram acolhidas pelo Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e levadas para São Paulo.

A ocorrência foi registrada como redução à condição análoga à de escravo na Central de Flagrantes.

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