Ataque a campo de petróleo na Arábia Saudita deixa dois mortos; operações não são afetadas

Ataque a campo de petróleo na Arábia Saudita deixa dois mortos; operações não são afetadas

Duas pessoas morreram em um ataque ao campo de petróleo de Shaybah, na Arábia Saudita, depois que as defesas aéreas do país interceptaram um drone que tentava atingir uma instalação petrolífera, informou a agência estatal de notícias nesta quarta-feira (21), citando uma autoridade do Ministério da Energia.
Leia também:
Reino Unido mobilizará caças para defender Arábia Saudita de ataques dos houthis
Arábia Saudita adia ‘Davos do deserto’ após ataques dos houthis
Egito pode se envolver militarmente no conflito entre Arábia Saudita e houthis
A interceptação provocou um incêndio em um veículo fora do perímetro da instalação, mas não afetou as operações no campo, segundo o ministério.
“A tentativa de ataque resultou na morte de dois residentes, um filipino e um nepalês, e deixou outros dois feridos, um paquistanês e um indiano, devido à queda de destroços após a interceptação”, afirmou a pasta.
O episódio ocorre em meio à escalada do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, grupo apoiado pelo Irã que tem intensificado os ataques contra o território saudita.
Neste mês, a sede da gigante petrolífera Saudi Aramco, em Dhahran, e um oleoduto que atravessa o país também foram atingidos. O aeroporto de Riad foi outro alvo dos houthis, em ataques que deixaram mais de dez mortos e provocaram interrupções nos voos.
Em resposta às ofensivas, a Arábia Saudita realizou uma série de bombardeios contra locais de lançamento de mísseis utilizados pelo grupo iemenita. O governo saudita prometeu proteger o território nacional e afirma ter interceptado diversos mísseis balísticos disparados pelos houthis.
A deterioração das condições de segurança também começa a afetar a agenda econômica do país. Os ataques levaram ao adiamento para o próximo ano da Future Investment Initiative, principal conferência internacional de investimentos da Arábia Saudita, conhecida como “Davos do Deserto”.
A medida é vista como um revés para Riad, que busca atrair investimentos estrangeiros e consolidar sua posição como um dos principais polos de negócios do Golfo.

Com informações de: Valor Econômico

Anúncios

Compartilhe:

Facebook
Twitter
WhatsApp