Bolsas de Nova York fecham em queda com pressão de Treasuries

Correção ocorreu após recordes na véspera, enquanto investidores avaliaram a ata da última reunião de juros do Federal Reserve
Bolsas de NY recuam pressionadas pela alta dos juros dos Treasuries

Os principais índices acionários de Nova York encerraram o pregão em queda nesta quarta-feira (7), passando por um movimento de correção após o S&P 500 e o Nasdaq atingirem recordes históricos de fechamento no dia anterior. O desempenho negativo foi impulsionado pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) de prazos médios e longos, que atingiram os maiores patamares desde 2002 durante a sessão. As perdas diminuíram ao longo da tarde com o alívio nas taxas dos juros futuros e na cotação do petróleo.

No encerramento das negociações, o índice Dow Jones caiu 0,66%, terminando aos 51.180,17 pontos. O S&P 500 registrou desvalorização de 0,22%, aos 7.801,74 pontos, mesma variação percentual negativa do Nasdaq, que recuou 0,22% e fechou aos 27.538,691 pontos.

Desempenho por setores

Entre os segmentos do mercado, as maiores baixas ocorreram nos setores industrial (-2,14%) e de materiais (-1,53%). Em contrapartida, poucas áreas conseguiram fechar no campo positivo, com destaque para saúde (+1,06%) e consumo discricionário (+0,15%).

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O setor de tecnologia continuou servindo de sustentação aos mercados, principalmente para o S&P 500 e o Nasdaq. Para o Deutsche Bank, a expectativa é de que os lucros corporativos sigam consistentes no terceiro trimestre. Em nota, os estrategistas da instituição apontaram: “Não vemos sinais de desaceleração na demanda por inteligência artificial e o crescimento cíclico ganhou ainda mais força. O aumento dos preços do petróleo e das commodities desacelerou, mas continua forte, ajudando os lucros dos setores de energia e materiais”. A equipe acrescentou ainda que “os efeitos negativos defasados ainda são modestos e concentrados em determinados setores.”

Expectativas sobre juros nos Estados Unidos

O mercado também analisou a ata da reunião mais recente do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), encontro no qual o Federal Reserve (Fed) promoveu o primeiro aperto monetário desde 2023. A publicação reforçou as projeções de que a autoridade monetária norte-americana deixará as taxas inalteradas neste mês.

De acordo com o documento, grande parte dos diretores do Fed considera necessária mais uma elevação na taxa básica até o final deste ano. A indicação coincide com a percepção predominante no mercado financeiro, que prevê estabilidade dos juros em outubro e um novo ajuste de alta em dezembro.

Com informações de: Valor Econômico

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