O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou a intenção de permitir que a pessoa continue recebendo o Bolsa Família por até 24 meses, após ela conseguir emprego ou abrir a própria empresa, corroborando a fala da sua porta-voz econômica, Daniella Marques, à CBN Bahia. Ele também chamou de “fake news” as repercussões que o acusam de ter o objetivo de cortar o benefício.
“Você que recebe o Bolsa Família, fica tranquilo. O seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você. O que eu estou fazendo de proposta que é muito melhor do que isso? É para incentivar você, caso você queira, quando você arrumar um emprego de carteira assinada ou abrir a própria empresa, você continua recebendo o Bolsa Família por até dois anos. O que eu quero com isso? Quero que você cresça”, afirmou o presidenciável nas redes sociais.
Para desgastar a imagem do bolsonarista, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem afirmado que o postulante do PL pretende cortar benefícios sociais, como o Bolsa Família. Por isso, a fala de Daniella repercutiu nas redes sociais.
Flávio também confirmou que o retorno do recebimento do Bolsa Família pelo beneficiário, em caso de demissão ou de o negócio não dar certo, será automático até 36 meses após a saída do programa.
A sugestão do plano de governo do bolsonarista, de forma geral, estende o tempo que o beneficiário pode seguir recebendo o Bolsa Família após conseguir um emprego formal ou abrir o próprio negócio. Hoje, mesmo quando a renda da família ultrapassa R$ 218 por pessoa, ela não é imediatamente excluída do Bolsa Família. A família pode continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 12 meses, apesar de haver um prazo de transição de 24 meses para aqueles que ingressaram na regra de proteção até junho de 2025.
Com informações de: Valor Econômico










