Uma força-tarefa composta pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, pela Prefeitura de São Paulo e pela Controladoria-Geral do município deflagrou a segunda fase da Operação Luctus para desarticular uma suposta organização criminosa acusada de vazar registros sigilosos de óbitos na capital. Segundo as investigações, as informações eram obtidas de forma irregular e repassadas a empresas do setor funerário, em um esquema que envolve acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública.
A ação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão contra alvos que incluem um policial civil, um servidor municipal e empresários do ramo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a apuração teve início a partir de uma solicitação da própria administração municipal e busca, além da punição dos envolvidos, mapear falhas nos sistemas de controle interno para reforçar os mecanismos de governança do setor.
Entre os investigados está a concessionária Velar SP, responsável pela administração de seis cemitérios municipais, entre eles Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó. Em nota oficial, a empresa declarou ter tomado conhecimento da operação por meio da imprensa, ressaltando que repudia qualquer prática ilícita, não teve acesso aos autos do processo e segue à disposição do Judiciário e das autoridades policiais para colaborar com os esclarecimentos.
Com informações de: Região Noroeste










