Planos começam hoje a oferecer o contraceptivo mais eficaz do mercado Implanon 

Implante contraceptivo de longa duração já está disponível na rede privada; SUS também deve ofertar método ainda em 2025.

O implante contraceptivo hormonal Implanon começou a ser oferecido de forma obrigatória pelos planos de saúde nesta segunda-feira (1º). A medida vale para mulheres de 18 a 49 anos e se soma a outros métodos de longa duração já disponíveis, como o Dispositivo Intrauterino (DIU).

Como funciona

O Implanon é uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço, em um procedimento simples realizado em consultório médico com anestesia local. Ele libera continuamente o hormônio etonogestrel, um derivado da progesterona, que impede a ovulação e, consequentemente, a gestação.

Com duração de até três anos, o dispositivo é considerado o método mais eficaz de proteção contra a gravidez disponível no mercado. A taxa de falha é de 0,05%, menor que a da vasectomia (entre 0,1% e 0,15%) e do DIU hormonal (0,2% a 0,8%).

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Veja taxa de falha de métodos contraceptivos

Uso típico: Quando não é feito o que está indicado na bula, com inconsistências.
Uso perfeito: Quando é feito exatamente o indicado na bula.

MétodoFalhas por ano (uso típico)Em %Falhas por ano (uso perfeito)Em %
Coito interrompido220 falhas em cada 100022%40 falhas em cada 10004%
Diafragma120 falhas em cada 100012%60 falhas em cada 10006%
Diu de cobre6 a 8 falhas em cada 10000,6%6 a 8 falhas em cada 10000,6%
Diu hormonal2 falhas a cada 10000,2%2 falhas a cada 10000,2%
Espermicida280 falhas em cada 100028%180 falhas em cada 100018%
Implante0,5 falha em cada 10000,05%0,5 falha em cada 10000,05%
Injetáveis60 falhas em cada 10006%2 falhas em cada 10000,2%
Laqueadura5 falhas em cada 10000,5%5 falhas em cada 10000,5%
Percepção do período fértil240 falhas em cada 100024%30-50 falhas em cada 10003-5%
Preservativo180-210 falhas em cada 100018-21%40 falhas em cada 10004%
Pílula, anel ou adesivo90 falhas em cada 10009%3 falhas em cada 10000,3%
Vasectomia1 a 1,5 falha em cada 10000,15% a 0,1%1 a 1,5 falha em cada 10000,15% a 0,1%

Regras e contraindicações

Apesar da eficácia, o Implanon não deve ser utilizado por mulheres com histórico de câncer de mama, doença hepática grave, sangramento vaginal sem diagnóstico ou alergia ao etonogestrel.

Entre os possíveis efeitos adversos estão dor, inchaço ou hematoma no local da aplicação; em casos raros, pode ocorrer infecção, geralmente associada a falhas técnicas no procedimento.

Cobertura e próximos passos

Caso haja negativa de cobertura pelos planos, a recomendação é que a beneficiária registre reclamação diretamente na operadora e, se não houver solução, acione a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pelos canais oficiais.

Em julho, o Ministério da Saúde confirmou a incorporação do implante ao Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que a rede pública passe a oferecer o método ainda neste ano.

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