O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) realizou, neste sábado (3), véspera do 1º turno das Eleições 2026, a cerimônia de emissão do relatório da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). O documento serve para comprovar que não existe nenhum voto computado no banco de dados do sistema de totalização.
Transparência no processo eleitoral
A solenidade pública ocorreu na Sala de Imprensa, instalada na sede da instituição, localizada no centro da capital, e foi conduzida pelo presidente do Tribunal, desembargador Encinas Manfré.
“Este é um momento importante nos nossos trabalhos referentes às eleições. Consiste em uma demonstração e uma constatação de que nos nossos sistemas não há registro de qualquer voto. Então, o nosso sistema de gerenciamento dos dados estará sendo alimentado dessa forma, com o conhecimento de todos a respeito de não existir registro de voto”, declarou o presidente do Tribunal na abertura da cerimônia.
Autoridades presentes e etapas da emissão
O procedimento contou com a presença do vice-presidente do TRE-SP e corregedor regional eleitoral, desembargador Roberto Maia Filho, e do diretor-geral do Tribunal, André Pavim. Juízas, juízes, procuradoras, procuradores eleitorais, servidoras, servidores e veículos de imprensa também acompanharam e registraram o ato.
A geração do relatório acontece primeiro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para presidente e vice-presidente. Em seguida, os demais Tribunais Regionais emitem o documento para os cargos de governador, vice-governador, senador e deputados federais e estaduais. As zonas eleitorais também emitiram suas respectivas zerésimas federais e estaduais.
Funcionamento do Sistot e regras
O Sistot é o software encarregado de receber e processar os Boletins de Urna (BUs), além de gerenciar a totalização dos resultados. Todo o processo de verificação dos sistemas segue o que determinam os artigos 226 e 229 da Resolução TSE nº 23.751/2026.
Zerésima da urna no dia da votação
O 1º turno das Eleições 2026 acontece neste domingo (4). Logo antes do início da votação, às 8h, os presidentes de cada mesa receptora de votos emitirão a zerésima da urna. O documento precisa ser assinado pelo presidente, mesários e fiscais de partidos políticos e coligações que queiram acompanhar. O voto só é liberado após a impressão dessa listagem, antes que o primeiro eleitor utilize o equipamento.
A emissão das zerésimas integra o conjunto de mecanismos de auditoria da Justiça Eleitoral voltados a garantir a segurança e a transparência do pleito. Durante o sábado, o tribunal também definiu quais urnas passarão pelos Testes de Integridade e de Autenticidade no domingo (4).
Com informações de: diariodevotuporanga.com.br










